O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13/3) para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeita de comandar uma organização criminosa ligada ao escândalo envolvendo o Banco Master.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma da Corte e analisa a legalidade da decisão que determinou a prisão preventiva do empresário durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa é a primeira vez que decisões do Caso Master são avaliadas pelo colegiado.
Até o momento, três ministros já votaram pela manutenção da prisão, formando maioria no Segunda Turma.
O relator do caso, André Mendonça, foi o primeiro a votar. Ele defendeu a continuidade da medida cautelar ao afirmar que há indícios robustos de atuação de uma estrutura criminosa voltada à intimidação de adversários e obtenção ilegal de informações sigilosas. Mendonça também votou pela manutenção da prisão de Fabiano Campos Zettel e Marilson Roseno da Silva. O voto também abarca Luiz Phillipi Moraes de Mourão, o ‘Sicário’, morto após atentar contra a própria vida na Superintendência da Polícia Federal em BH.
Em seu voto, Mendonça enfatizou os motivos. “Nessa perspectiva, destaco que os crime investigados envolvem valores bilionários e têm impacto potencial no sistema financeiro nacional. Há, sob outro prisma, evidências de tentativa de obtenção de informações sigilosas sobre investigações em andamento e monitoramento de autoridades. E existem forte indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações.”
Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto de Mendonça. Agora, falta o voto de Gilmar Mendes.
Toffoli não vota
O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turna, se retirou de votações envolvendo o Caso Master no STF.
Toffoli se declarou suspeito, ‘por foro íntimo’, de participar de julgamentos envolvendo o Master. Antecessor de André Mendonça, Toffoli entregou a relatoria do Caso Master após ter sua atuação colocada em suspeição, após notícias apontarem proximdades entre o magistrado e pessoas envolvidas no caso.
*Com informações de Estadão Conteúdo
