PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

STJ reafirma direito ao crédito de IPI na aquisição de insumos utilizados na fabricação de produtos imunes

Siga no

Jurisprudência do STJ reconhece que a não incidência do imposto na saída não impede o aproveitamento de créditos gerados na cadeia produtiva. (Foto: Reprodução/STJ)

Compartilhar matéria

Embora o acórdão tenha sido proferido em outubro de 2019, o julgamento do Recurso Especial 1.428.247/RS pela 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a ganhar destaque recentemente em razão da relevância do tema para a indústria. A Corte reafirmou que é possível o creditamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de insumos utilizados na fabricação de produtos finais imunes à tributação.

O caso analisado envolvia uma empresa que produzia embalagens destinadas ao envasamento de medicamentos. Por se tratarem de produtos finais imunes, a Receita Federal havia negado o aproveitamento de créditos de IPI sobre os insumos utilizados. A discussão jurídica girava em torno da possibilidade de aproveitamento do crédito em cadeia mesmo quando não há incidência do imposto na saída dos produtos.

A 1ª Turma do STJ entendeu que a imunidade do produto final não impede o aproveitamento dos créditos de IPI gerados nas etapas anteriores. Segundo o relator, ministro Gurgel de Faria, o regime constitucional da não cumulatividade se aplica inclusive às situações em que o produto final é imune, assegurando a coerência do sistema tributário.

O acórdão reafirma jurisprudência consolidada da Corte, segundo a qual a ausência de incidência na etapa final não afasta, por si só, o direito ao creditamento. A decisão não trata de hipóteses de exportação, mas sim de imunidade constitucional, ampliando o alcance do entendimento para diversas cadeias produtivas.

O tema voltou à pauta jurídica nos últimos meses por sua relevância prática, especialmente em setores industriais que produzem bens com destinação imune. A divulgação recente em veículos especializados reacendeu o debate sobre os limites e a aplicação do princípio da não cumulatividade em situações específicas.

Com a publicação e a repercussão renovada do acórdão, o precedente reforça a orientação do STJ quanto à possibilidade de creditamento de IPI, contribuindo para a uniformização da jurisprudência sobre o tema e oferecendo maior previsibilidade às empresas que operam sob o regime não cumulativo do imposto.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Figueiroa

Consultor Jurídico na área de Infraestrutura, concessões de serviços públicos e na estruturação jurídica de negócios privados. Graduado e Mestre em Direito. Professor em cursos de Graduação e Pós-Graduação.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98

Auditoria e judicialização à vista no governo de Minas

Marília Campos vai assumir uma vaga no Ministério de Lula?

O sonho distante de um Brasil sem medo

Cleitinho se empenhou o suficiente na campanha de Flávio Bolsonaro?

Debate da Globo: erros de Flávio Bolsonaro podem levar Lula à vitória?

Medioli quer comandar Secretaria de Planejamento no governo Cleitinho

Últimas notícias

Pedrinho promete ‘premiação gorda’ às Cabulosas por título da Libertadores

Janones diz que não deseja ser ministro porque não poderia ter amarras do cargo

Família e amigos promovem evento em memória de Lô Borges em BH

Defesa de Daniel Vorcaro aciona comissão internacional e pede liberdade do banqueiro

Quando cai a primeira parcela do décimo terceiro salário em 2026? Veja prazo de pagamento

Dia de Finados: especialista explica fases do luto, sinais de alerta e processos

Eleições de meio de mandato nos EUA, nesta terça, podem mudar força política de Trump no Congresso

Confins confirma primeiro caso de Mpox; Minas Gerais soma 33 registros em 2026

Motorista de Mercedes perde o controle e invade loja no Barro Preto, em BH