PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Vacina da dengue do Butantan deve ganhar escala nacional a partir do segundo semestre

Siga no

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (Foto: 98 News/YouTube/Reprodução)

Compartilhar matéria

Nova Lima inicia neste sábado (17/1) a vacinação piloto contra a dengue com o novo imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Em entrevista exclusiva à 98 News, o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Éder Gatti, confirmou que Nova Lima, na Grande BH, será um dos três únicos municípios brasileiros a receber as primeiras doses, ao lado de Botucatu (SP) e Maranguape (CE).

O Ministério da Saúde prevê ampliar a vacinação contra a dengue para todos os municípios brasileiros a partir do segundo semestre, com a entrada em escala da produção do novo imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Éder Gatti explicou que o avanço depende da ampliação da capacidade produtiva, viabilizada por uma parceria internacional.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A gente sabe que precisamos de escala, precisamos de muito mais vacina, considerando que a dengue é um problema nacional”, afirmou. Segundo ele, o Ministério da Saúde firmou um acordo de transferência de tecnologia com um laboratório parceiro da China, que produzirá as doses exclusivamente para o Brasil. “A nossa expectativa é que ao longo de 2026 a gente tenha o recebimento de 30 a 40 milhões de doses. Esse laboratório tem capacidade produtiva de até 60 milhões”, detalhou.

Atualmente, a produção nacional ainda é limitada. De acordo com Gatti, o Butantan produziu cerca de 1,3 milhão de doses, quantidade suficiente apenas para estratégias iniciais e estudos pilotos. “É o que nós temos no momento. Mas a gente espera que, mais precisamente no meio do ano, ao longo do segundo semestre, a gente tenha acesso a esse quantitativo maior”, disse.

Vacina é parte da estratégia, não solução isolada

O diretor do PNI reforçou que a vacinação é uma ferramenta adicional no combate à dengue, mas não substitui outras medidas. “A vacina é mais uma tecnologia para proteger as pessoas, mas a gente precisa continuar com as ações de eliminação do mosquito vetor”, ressaltou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nesse contexto, ele destacou o investimento federal na tecnologia Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos infectados com uma bactéria que impede a transmissão do vírus. “Essa bactéria não mata o mosquito, mas impede que ele carregue o vírus e o transmita às pessoas”, explicou, lembrando que a estratégia vem sendo ampliada para mais municípios com apoio financeiro do governo federal.

Por que Nova Lima foi escolhida

Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, integra o grupo restrito de municípios selecionados para a vacinação piloto. A escolha levou em conta o porte populacional, entre 100 mil e 200 mil habitantes, e a presença de instituições capazes de avaliar os impactos da imunização em larga escala.

“A gente sabe que a vacina é muito segura e protege o indivíduo, mas queremos avaliar também o efeito coletivo, o chamado efeito rebanho”, afirmou Gatti. A proposta é medir qual percentual da população precisa ser vacinado para interromper a circulação do vírus e proteger inclusive quem não recebeu a dose.

Em Minas Gerais, a seleção de Nova Lima foi orientada por pesquisadores do Instituto René Rachou, da Fiocruz. “Foi uma sugestão deles para que a gente pudesse avaliar como a doença vai se comportar do ponto de vista social e epidemiológico após a introdução da vacina”, disse o diretor.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Cobertura e acompanhamento do estudo

Para o município, o Ministério da Saúde disponibilizou doses suficientes para vacinar ao menos 80% da população entre 15 e 59 anos. Segundo Gatti, caso a adesão seja maior, o governo federal poderá ampliar a oferta. “Se o município perceber que vacinou esses 80% e a população quiser avançar até 100%, o Ministério está à disposição”, afirmou.

O estudo em Nova Lima terá acompanhamento prolongado. Após a vacinação, os dados de vigilância epidemiológica serão monitorados de forma intensificada por pelo menos dois anos, abrangendo esta e a próxima temporada de dengue. “Com esse período, a gente espera poder avaliar o efeito coletivo da vacinação e entender como a ocorrência da dengue vai se comportar no município”, concluiu.

Compartilhar matéria

Siga no

Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98

Sebrae Minas anuncia crédito com 100% de garantia para vítimas das chuvas na Zona da Mata

A ideia do “amigo de aluguel” no turismo

Omoda e Jaecoo vendem 1,5 mil carros no mês

Mamografia: 3 orientações antes do exame

Confins ganha 1º hotel dentro do aeroporto

Ghosting corporativo afeta confiança no time

Últimas notícias

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

Para evitar anulação, MPMG questiona decisão que condenou homem de 35 anos ‘casado’ com menina

CPMI do INSS convoca Leila Pereira, presidente do Palmeiras, para depor como testemunha

Exército brasileiro promove a primeira mulher ao quadro de generais

MG tem novo caso de mpox confirmado; número de infectados no estado sobe para 5

STF adia para março julgamento sobre suspensão de penduricalhos

Cruzeiro renova com joia da base até 2030

Leonardo Jardim resolve questões pessoais e aceita ouvir propostas

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país