O Atlético vive um movimento decisivo nos bastidores de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com um novo aporte financeiro liderado por Rubens e Rafael Menin. O valor pode chegar a cerca de R$ 530 milhões e deve alterar de forma significativa a composição acionária do clube, conforme apuração do colunista Jorge Nicola.
Antes da concretização do investimento, todos os demais acionistas foram convidados a participar proporcionalmente da injeção de capital, o que permitiria a manutenção dos percentuais atuais. No entanto, não houve adesão, e, na prática, apenas a família Menin deve realizar o aporte, que terá como principal destino a redução de dívidas bancárias.
Reorganização acionária e impacto no controle da SAF
Atualmente, a estrutura da SAF do Atlético é formada pela divisão entre acionistas privados e a associação do clube. Dentro desse cenário, a 2R Holding, de Rubens e Rafael Menin, detém 41,81% das ações. O FIP Galo Forte, ligado a Daniel Vorcaro, aparece com 20,16%. Ricardo Guimarães possui 6,32%, enquanto o FIGA soma 6,72%. A associação do clube mantém 25% da estrutura.
Com o novo aporte em andamento, a projeção é de forte concentração acionária na 2R Holding, que pode saltar para cerca de 84,5% da SAF, ampliando de forma significativa o controle dos Menin na gestão do futebol.
Os demais acionistas devem sofrer redução proporcional. O FIP Galo Forte (Vorcaro) pode cair para cerca de 5,37%, enquanto Ricardo Guimarães deve recuar para aproximadamente 1,68%. O FIGA tende a ficar em torno de 1,79%.
A associação também deve ter participação reduzida, passando dos atuais 25% para cerca de 6,67%. Apesar das projeções, os números ainda não foram oficializados pelo clube ou pelos investidores, mas são tratados como o desenho mais provável nos bastidores da SAF.
Alívio financeiro e impacto na dívida
Além da reorganização societária, o aporte é visto como estratégico para a saúde financeira do clube. Os R$ 530 milhões serão direcionados ao pagamento de dívidas bancárias, o que deve reduzir uma despesa mensal estimada em cerca de R$ 21 milhões apenas em juros, algo próximo de R$ 250 milhões por ano.
Hoje, esse valor é praticamente equivalente à folha salarial do elenco, o que reforça o impacto direto da operação tanto na estabilidade financeira quanto na capacidade de investimento futuro do Atlético.
