O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de informações sobre uma suposta cobrança de recursos ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema afirmou que a conduta é incompatível com o discurso de oposição ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, declarou o ex- governador mineiro.
Na gravação, Zema afirmou que não basta criticar práticas atribuídas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores se, segundo ele, atitudes semelhantes forem adotadas por integrantes do campo político conservador.
“Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse.
A manifestação ocorre em meio à repercussão de denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, tema que ganhou espaço no debate político nacional e gerou reações de aliados e adversários do senador. Romeu Zema é apontado como um dos possíveis nomes da direita para a eleição presidencial de 2026.
Veja o vídeo:
O que aconteceu
Um áudio divulgado nesta quarta-feira (13/5), pelo portal The Intercept Brasil mostra que o senador Flávio Bolsonaro pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para ajudar a financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, a negociação envolvia R$ 134 milhões. Na gravação, Flávio afirma que a produção enfrentava dificuldades financeiras e diz que a equipe estava preocupada com parcelas em atraso, incluindo pagamentos ao ator Jim Caviezel e ao diretor Cyrus Nowrasteh.
Além do pedido de recursos, mensagens obtidas pelo Intercept mostram que Flávio enviou a Vorcaro uma demonstração de apoio em novembro de 2025, um dia antes de o banqueiro ser preso sob suspeita de fraudes ligadas ao Banco Master. No dia seguinte à prisão, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação da instituição financeira.
