Carlo Ancelotti surpreendeu parte dos torcedores brasileiros ao convocar Neymar para a Copa do Mundo de 2026. A última vez em que o craque defendeu as cores do Brasil havia sido em outubro de 2023, em um confronto contra o Uruguai válido pelas Eliminatórias. Naquela ocasião, a Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 0 no Estádio Centenário, em Montevidéu.
A partida ficou marcada como um dos capítulos mais amargos de sua trajetória com a amarelinha. Sob o comando do então técnico Fernando Diniz, a Seleção vivia um momento de instabilidade e muita cobrança por desempenho. O time uruguaio, bem organizado por Marcelo Bielsa, dominou as ações e construiu o placar com gols de Darwin Núñez e Nicolás de la Cruz.
Para Neymar, o duelo tomou contornos dramáticos antes mesmo do intervalo. Aos 44 minutos do primeiro tempo, após uma disputa de bola, o camisa 10 caiu no gramado chorando intensamente e precisou sair de maca. O craque deixou o estádio de muletas e o diagnóstico nos dias seguintes confirmou um cenário negativo, com o jogador tendo dianosticado a ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo.
Nessa partida, o técnico Fernando Diniz havia enviado a campo uma escalação inicial com Ederson no gol; uma linha defensiva formada por Yan Couto, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Carlos Augusto; Casemiro e Bruno Guimarães fazendo a proteção e a saída de bola no meio-campo; e Neymar encarregado da articulação principal, atuando próximo a Rodrygo, Vinícius Júnior e Gabriel Jesus. Diniz colocou ao longo da partida o lateral-esquerdo Guilherme Arana na vaga de Carlos Augusto, Raphael Veiga no lugar de Bruno Guimarães, David Neres substituindo Yan Couto e Matheus Cunha na posição de Vini Jr. Além da entrada de Richarlison no lugar de Neymar após a lesão do camisa 10.
Lesões abalaram outras convocações de Neymar
A partir dessa noite em Montevidéu, um complexo histórico clínico forçou o jogador a ficar de fora de inúmeras convocações. A gravidade da lesão exigiu um longo processo de reabilitação que o afastou dos gramados por 340 dias, impossibilitando sua presença em amistosos, nas Eliminatórias e, principalmente, na Copa América de 2024.
Mesmo após o retorno, novos percalços surgiram. Já na temporada 2024/25, pelo Al-Hilal, Neymar acumulou outros períodos de indisponibilidade, como uma lesão na coxa que rendeu mais 42 dias no departamento médico. Após seu retorno ao Santos em 2025, o jogador ainda enfrentou períodos de baixa minutagem e lesões mais leves. Essa somatória de infortúnios físicos minou sua sequência, que adiou repetidamente seu reencontro com a Seleção até esta convocação de Ancelotti que visa a luta pelo hexa mundial.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Roberth Costa
