O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu formalmente à Casa Branca que o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas.
Durante coletiva em Washington, Flávio afirmou que foi aos EUA justamente para defender uma cooperação internacional contra o crime organizado.
“Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim fazer exatamente o contrário. Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. E elas são, sim, organizações terroristas. Controlam territórios inteiros no Brasil pela força, submetem populações à sua própria lei, executam quem ousa resistir, corrompem agentes públicos, infiltram instituições, intimidam testemunhas, ordenam atentados de dentro dos presídios e operam em dezenas de países”, afirmou.
O senador também afirmou que as facções criminosas atuam como um “governo paralelo” em diversas regiões do país.
“Nós temos hoje um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem as suas próprias regras. Facções que são espécies de governo paralelo em muitas áreas do Brasil. E nós vamos libertar essas pessoas”, declarou.
Segundo Flávio, Trump afirmou que o tema ainda está sendo analisado pelo governo americano.
O parlamentar ainda defendeu uma aliança internacional envolvendo Estados Unidos, Argentina, El Salvador e outros países da América Latina para combater organizações criminosas transnacionais.
“Eu disse ao presidente Trump que, a partir de janeiro de 2027, o Brasil vai integrar o escudo das Américas junto com os Estados Unidos, com a Argentina de Milei, com El Salvador de Bukele, com o Equador de Noboa, com o Paraguai de Peña, com o Chile de Kast, com o Panamá e com a República Dominicana. Uma grande aliança hemisférica contra o crime organizado transnacional e o terrorismo”, disse.