Grandes obras que prometem reduzir os gargalos e os graves acidentes no Anel Rodoviário esbarram na falta de recursos e no impasse na Justiça. Entre as “soluções” para a rodovia está o alargamento dos oito pontilhões que provocam reduções de faixas em diferentes trechos. As intervenções já foram anunciadas pela prefeitura de Belo Horizonte, mas, ainda não há verba para os trabalhos. A outra aposta é o Rodoanel, prometido pelo Governo de Minas. Porém, as obras estão paradas por um impasse judicial.
Enquanto isso, o financiamento das obras nos oito viadutos do Anel Rodoviário de Belo Horizonte virou embate político. Em 15 de maio, o prefeito Álvaro Damião (União) cobrou o investimento do Governo de Minas para as intervenções. A fala aconteceu após o governador Mateus Simões (PSD) cobrar a liberação da construção do Rodoanel Metropolitano, que está travada na Justiça.
Simões utilizou as redes sociais para afirmar que o estado está pronto para fazer o Rodoanel Metropolitano, mas que ações judiciais por interesses políticos escusos, segundo ele, travam as intervenções.
Damião, por sua vez, convocou o governador a financiar as obras no Anel Rodoviário, sob o argumento que o dinheiro já estaria garantido pelo Governo. As obras teriam um custo de R$ 1 bilhão.
O embate político mostra que as soluções para os graves acidentes ainda estão longe de acontecer. A prefeitura de Belo Horizonte aguarda a aprovação de um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como “Banco dos Brics”.
O projeto prevê obras de mobilidade na cidade, com foco no Anel Rodoviário. Entre as principais intervenções estão os alargamentos dois oito viadutos. A proposição que autoriza o repasse já foi aprovada pela Comissão de Legislação e Justiça, de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana, e de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços. Ainda não há data para a votação em plenário.
Enquanto isso, a construção do Rodoanel Metropolitano, uma aposta do Governo de Minas, para retirar o fluxo de veículos de carga do Anel Rodoviário, vive um impasse na Justiça.
O procedimento de solicitação de licenças por parte do estado para a realização do projeto foi suspenso, após pedidos de comunidades quilombolas que podem ser afetadas pelas obras no trecho que corta a cidade de Contagem, na Grande BH.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) explicou que aguarda a liberação da obra pela Justiça, que analisa a situação da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI). Informou, ainda, que os recursos financeiros para a execução do projeto já estão assegurados em conta, aguardando apenas a conclusão da CLPI para dar andamento ao licenciamento ambiental e, consequentemente, iniciar as obras.
