A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou uma lei que cria um programa de inclusão sensorial nas escolas municipais da capital. A ideia é tornar o ambiente escolar mais confortável e acolhedor para estudantes com autismo e outros transtornos que afetam a sensibilidade a sons, luzes e estímulos.
A nova legislação, publicada nesta quarta-feira (27/5) no Diário Oficial do Município, prevê mudanças graduais nas unidades da rede pública para ajudar esses alunos no dia a dia escolar. Entre as medidas estão o uso de jogos sensoriais, materiais adaptados e a criação de salas com isolamento acústico, que poderão ser usadas principalmente durante provas por estudantes com maior sensibilidade a barulhos.
O programa também prevê treinamento para professores e outros profissionais da educação, com orientações sobre como lidar com as necessidades desses alunos dentro da sala de aula.
Segundo a lei, o objetivo é melhorar o acolhimento, ajudar na permanência dos estudantes nas escolas e contribuir para o desenvolvimento e aprendizado deles.
A prefeitura ainda deverá definir como as medidas serão colocadas em prática e em quais etapas elas serão implementadas. A proposta é de autoria do vereador Leonardo Ângelo e foi sancionada pelo prefeito Álvaro Damião.
