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Moradores de BH têm direito a atendimento médico gratuito em casa; entenda

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Ludmila Souza

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Moradores de BH que precisam de cuidados contínuos após internação hospitalar podem receber atendimento médico em casa pelo SUS. (Foto: Divulgação / PBH)

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Moradores de Belo Horizonte que precisam de cuidados contínuos após internação hospitalar podem receber atendimento médico em casa pelo SUS. O serviço é oferecido pela Prefeitura por meio do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), que acompanha pacientes diretamente na residência após alta hospitalar.

O atendimento é voltado para pessoas que ainda necessitam de acompanhamento clínico, mas já não precisam permanecer internadas. As equipes fazem visitas domiciliares para realizar procedimentos, monitorar a recuperação e orientar familiares e cuidadores.

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Quem pode receber atendimento domiciliar em BH

O serviço atende diferentes perfis de pacientes da capital mineira. Entre eles estão pessoas em recuperação após internação em hospitais ou UPA’s, pacientes com doenças crônicas ou agudas e usuários em cuidados paliativos.

As equipes também acompanham crianças e adultos que precisam de assistência especializada em casa.

Como funciona o acesso ao serviço

O encaminhamento para o atendimento domiciliar é feito exclusivamente pelas unidades onde o paciente esteve internado, sejam hospitais públicos, privados ou UPAs da capital.

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Após a indicação médica, a admissão no serviço ocorre em até 48 horas.

Para receber o atendimento, o paciente precisa ter diagnóstico definido, plano terapêutico estabelecido e um cuidador ou familiar disponível para acompanhar a rotina de cuidados.

Além da assistência em casa, as equipes articulam o atendimento com os centros de saúde de referência para garantir continuidade do cuidado na rede SUS-BH.

Equipes fazem atendimento multidisciplinar

O SAD conta com equipes formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

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Os profissionais realizam procedimentos como curativos, sondagens e acompanhamento clínico. Além da orientação aos familiares responsáveis pelos cuidados diários do paciente.

Segundo a diretora de Urgências e Emergências da capital, Renata Mourão, o serviço também ajuda a reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento.

“O serviço ajuda a evitar internações desnecessárias, reduzir o tempo de permanência e a superlotação em hospitais e UPAs. Com isso, libera leitos e diminui riscos, como infecções. Entre julho e dezembro de 2025, foram realizados 769 giros de leitos hospitalares, ampliando a oferta de vagas e ajudando a desafogar esses serviços”, afirmou.

De acordo com a PBH, em 2024, mais de 6,2 mil pacientes foram atendidos pelo serviço em Belo Horizonte. No ano seguinte, o número passou de 7,8 mil usuários, crescimento de 26%. Apenas entre janeiro e fevereiro de 2026, quase 2 mil pessoas receberam assistência domiciliar.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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