PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Fim da escala 6×1 foi aprovado: entenda o que muda e como vai funcionar a escala 5×2

Siga no

Veja como vai funcionar a escala 5×2, quando começa a valer e quem fica de fora das novas regras (foto: Portal Gov)

Compartilhar matéria

A comissão especial da Câmara aprovou nesta quarta-feira (27/5) o texto-base da PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta ainda precisa ser votada no plenário da Casa e depois seguir para o Senado. O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantém o limite de até oito horas diárias e garante que não haverá redução de salário.

Com a aprovação, o trabalhador passará a ter direito a pelo menos dois dias de descanso remunerado por semana — preferencialmente aos domingos. Hoje, a Constituição prevê apenas um dia obrigatório de folga semanal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na prática, a mudança consolida a escala 5×2 como modelo predominante para grande parte dos trabalhadores brasileiros. Mas quando começa a valer, quem fica de fora e o que muda na rotina? Veja os principais pontos.

Quando começa a valer a escala 5×2

A mudança não será imediata. O texto aprovado na comissão prevê um período de transição de 14 meses para que empresas e trabalhadores se adaptem. A redução acontece em duas etapas:

  • Até 60 dias após a promulgação da PEC: redução de duas horas na jornada semanal (de 44h para 42h) e início da regra das duas folgas semanais.
  • 12 meses depois: redução das outras duas horas, chegando ao limite final de 40 horas semanais.

O texto mantém a possibilidade de compensação de horários e acordos coletivos entre empresas e trabalhadores.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como vai funcionar a escala 5×2

A escala 5×2 prevê cinco dias de trabalho seguidos de dois dias de folga. É o modelo já adotado pela maioria das empresas que não funcionam aos finais de semana: o colaborador trabalha de segunda a sexta e folga no sábado e no domingo.

Hoje, quem trabalha nesse formato cumpre 8h48 por dia para fechar as 44 horas semanais. Com a nova regra, a jornada diária cairá para 8 horas — totalizando 40 horas na semana.

Caso o empregado precise trabalhar aos finais de semana, a empresa deve compensar com pagamento de horas extras ou banco de horas.

Acordos coletivos terão que ser renegociados

O relator da proposta, Leo Prates, incluiu uma regra para acelerar a adaptação. Acordos e convenções coletivas que forem incompatíveis com as novas regras perderão a validade automaticamente 60 dias após a promulgação da PEC.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Isso significa que sindicatos e empresas serão obrigados a renegociar contratos de trabalho para adequação à nova carga horária.

Quem fica de fora das novas regras

A PEC prevê exceções. Trabalhadores com ensino superior completo que recebem salários acima de duas vezes e meia o teto do INSS — valor atualmente em torno de R$ 21 mil — não estarão sujeitos às regras de limite de jornada e controle de ponto.

Segundo o relator, a medida busca reduzir a chamada “pejotização” e dar mais flexibilidade para profissionais de alta renda.

Leia também: Veja como votaram os deputados mineiros na PEC que acaba com a escala 6×1

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além da 5×2: as outras escalas de trabalho no Brasil

A discussão sobre o fim da escala 6×1 levantou dúvidas sobre os diferentes modelos de jornada permitidos pela CLT. Veja como funciona cada um:

Escala 6×1 — o modelo que será extinto. O trabalhador atua seis dias seguidos e folga um. Para não ultrapassar as 44 horas semanais, muitas empresas distribuem a jornada em 8 horas de segunda a sexta e 4 horas no sábado, ou dividem igualmente em cerca de 7h20 por dia.

Escala 5×1 — o funcionário folga a cada cinco dias trabalhados. Nesse modelo, trabalha-se também nos finais de semana e feriados, com rotatividade nos dias de folga.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Escala 12×36 — comum em hospitais e centros de saúde. O profissional trabalha 12 horas seguidas e descansa nas 36 horas seguintes. Exige atenção ao pagamento de adicional noturno e horas em feriados.

Escala 24×48 — usada por profissionais de segurança, como Exército e Polícia. São 24 horas de trabalho ininterruptas seguidas de 48 horas de descanso, com regras específicas sobre intervalos e pausas.

Escala 4×3 — quatro dias de trabalho e três de folga. Ainda não é formalizada na CLT, mas aparece nas PECs em discussão. Um teste conduzido pela 4 Day Week Brazil, pela FGV e pelo Boston College apontou resultados positivos: 21 empresas adotaram o modelo por três meses e observaram redução de estresse e melhora na capacidade de cumprir prazos.

O que falta para a PEC ser aprovada de vez

O texto aprovado na comissão especial ainda precisa ser votado no plenário da Câmara. Se aprovado, segue para análise do Senado.

O debate segue dividindo opiniões. Setores empresariais defendem prazo maior de adaptação e alertam para impactos nos custos de produção e contratação. Já o governo argumenta que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e melhorar as condições de trabalho.

Compartilhar matéria

Siga no

Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Sem vice, candidatura de Zema à Presidência é oficializada pelo Novo

Ministro da Fazenda diz que Brasil supera Argentina e chama Milei de ‘palhaço’

Lula e Xi Jinping discutem ampliação da cooperação entre Brasil e China em telefonema

Paulo Lamac critica ação do PT contra Wagner Ferreira: ‘É um ato lamentável’

PSOL e Rede oficializam Áurea Carolina ao Senado e mantêm indefinição sobre apoio ao governo de Minas

Em artigo no Washington Post, Lula diz que ninguém ‘vai nos derrotar com base em mentiras’

Últimas notícias

1º carro elétrico da Ferrari vem ao Brasil por R$ 3,2 milhões

Quanto Vozinha vai ganhar no Colo-Colo? Veja o novo salário do goleiro

Presidente da Colômbia rompe com Cuba e Nicarágua e fecha 14 embaixadas

América deixa a lanterna da Série B após vitória sobre o Goiás no Independência

Motorista é arrastado pelo próprio carro após esquecer freio de mão em subida íngreme de BH

Aparecem os candidatos, diminuem as alianças

Faith No More e System of a Down na Oceania: produtora brasileira acende esperança de shows no país

Detentos abrem buraco em cela e fogem do Ceresp Gameleira, em BH

Metrô de BH entra na vitrine eleitoral dos pré-candidatos mineiros