A Ferrari revelou o Luce, o primeiro carro totalmente elétrico da história da marca. O modelo tem chegada ao Brasil prevista para 2027 e já começa esgotado: toda a produção programada até o fim daquele ano está vendida.
A novidade cai num momento em que o brasileiro anda pesquisando (e comprando) carro elétrico como nunca. E a Ferrari resolveu entrar nessa onda do jeito mais Ferrari possível: caríssimo, rapidíssimo e cercado de curiosidades.
O primeiro lote, de 88 unidades reservado à China, acabou antes mesmo de o carro desembarcar na Ásia. O Luce começa a ser produzido em 2026, na fábrica da Ferrari em Maranello, na Itália, e toda a produção prevista até o fim de 2027 já tem dono.
Ou seja: quem quiser um agora, provavelmente vai ter que esperar ou comprar de quem já reservou.
Quanto custa?
O preço inicial é de 550 mil euros, cerca de R$ 3,2 milhões na cotação da época. Isso coloca o Luce entre os elétricos mais caros do planeta e no topo da própria tabela da Ferrari.
O que ele entrega
Mesmo sem barulho de motor, o Luce mantém a fama da marca:
- 1.050 cv de potência total, com quatro motores elétricos
- 0 a 100 km/h em 2,5 segundos
- Velocidade máxima de 310 km/h
- Autonomia de 530 km por carga
A parte que virou assunto: o “toque Apple”
O design foi assinado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, o mesmo nome por trás do visual do iPhone. Por dentro, o carro troca os botões tradicionais por três telas digitais redondas.
Tem ainda detalhes que chamam atenção:
- Cinco lugares
- Portas traseiras “suicidas” (abertura invertida) e elétricas
- Porta-malas de 597 litros, com abertura elétrica
- Pneus feitos com 55% de materiais reciclados, incluindo resíduos de papel e casca de arroz
Por que isso importa para o brasileiro
O lançamento chega junto de uma virada real no mercado nacional. O Brasil fechou 2025 com 223.912 veículos eletrificados vendidos, recorde histórico e alta de 26% sobre 2024. Enquanto o mercado total de carros cresceu só 2,6%, os eletrificados avançaram dez vezes mais rápido.
Traduzindo: o carro elétrico deixou de ser promessa e virou rotina de BYD popular a Ferrari milionária. O Luce está na ponta mais cara dessa história, mas é o mesmo movimento que já move o consumidor mineiro na hora de trocar de carro.
