O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira (02/6), em Belo Horizonte, que a direita chegará unida ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026, independentemente de quem avance na disputa.
A declaração foi dada durante evento que reuniu Caiado, o governador Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também apontados como nomes do campo conservador para a corrida presidencial.
Caiado destaca encontro entre pré-candidatos
Ao comentar a relação entre os três políticos, Caiado afirmou que o encontro realizado em Belo Horizonte simboliza um esforço de aproximação entre as lideranças da direita.
“Olha, o mais importante é dizer que nós hoje estamos reescrevendo a história. Tudo começa em Minas Gerais. Hoje o primeiro encontro Zema, Flávio e Caiado aconteceu aqui em Belo Horizonte, nas Minas Gerais. Isso aqui sinaliza que nós vamos ganhar essa eleição”, afirmou.
O ex-governador também elogiou o papel político de Minas Gerais nas disputas nacionais.
“Esse Estado é definidor de um processo. Minas Gerais sempre teve a boa política e saberá neste momento também ter a maturidade para nós discutirmos e conversarmos”, disse.
“Cada um vai defender o seu nome”
Apesar do discurso de unidade, Caiado afirmou que cada pré-candidato seguirá defendendo seu projeto político até o primeiro turno.
“São três pré-candidatos. Não é que o Zema vai ficar dizendo que o melhor candidato é A ou é B. Não. Eu vou defender o meu nome. O Bolsonaro vai defender o dele. Cada um vai defender o seu”, afirmou.
Segundo ele, a convergência ocorre no objetivo de derrotar o PT em um eventual segundo turno.
“Agora nós sabemos que existe um ponto de concórdia. Esse ponto é estarmos juntos batendo o PT no segundo turno. Ponto”, declarou.
Caiado critica política externa do governo Lula
Durante a entrevista, Caiado também criticou a condução da política externa pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a retomada do diálogo com os Estados Unidos.
Segundo o pré-candidato, o Brasil perdeu protagonismo internacional ao adotar uma postura ideológica nas relações diplomáticas.
“O Itamaraty sempre foi uma referência mundial e, de repente, tomou um lado ideológico. Trabalhou todo o tempo para querer romper esse relacionamento com os Estados Unidos”, afirmou.
O ex-governador também comentou a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil e disse que algumas preocupações levantadas pelos norte-americanos merecem atenção.
“Tem situações que, sem dúvida nenhuma, procedem quando ele diz que as facções são facções terroristas que inundam o mundo de cocaína. Quando ele diz que a corrupção interna no país precisa ser controlada”, declarou.
Pré-candidato defende retomada das negociações
Caiado afirmou que, se eleito presidente, pretende reabrir negociações com os Estados Unidos para evitar impactos econômicos sobre produtos brasileiros.
“Se nós chegarmos ao governo, se Deus quiser, nós reabriremos esse diálogo para que não tenha retaliação ao aço, aos móveis e a outros segmentos que ainda podem ser penalizados”, disse.
Ao defender o potencial econômico do país, o ex-governador citou riquezas minerais, produção agrícola e recursos naturais brasileiros como ativos estratégicos nas negociações internacionais.
“Nós somos o único país no Ocidente que tem terras raras pesadas. Temos 100% do nióbio do mundo, capacidade de alimentar mais de 1 bilhão de pessoas fora do território brasileiro e somos um grande player nesse jogo internacional”, afirmou.