A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou nesta quinta-feira (11/6), em primeiro turno, por 35 votos a 5, o projeto que autoriza a Prefeitura a contratar um empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira ligada ao bloco dos Brics. Segundo a PBH, os recursos serão destinados a obras no Anel Rodoviário.
Entre as intervenções previstas estão a ampliação de oito viadutos, a readequação de alças de acesso e a construção e recuperação de passarelas.
A Prefeitura afirma que o objetivo é melhorar o fluxo de veículos e reduzir acidentes em um trecho de alto tráfego diário.
O projeto retorna às comissões da Câmara para nova análise e, depois, será votado em segundo turno. Se aprovado novamente, segue para sanção do prefeito Álvaro Damião.
Base do governo celebra aprovação
Líder do governo na Câmara, o vereador Bruno Miranda (PDT) comemorou o resultado da votação e destacou a importância das intervenções.
“A gente dá um passo importante no sentido viabilizar um investimento super importante que vai fazer muita diferença na estrutura do Anel Rodoviário. Historicamente é um local de um trânsito muito intenso, são 150 mil carros por dia, muitos acidentes, gargalos, pistas estreitas de uma hora para outra. Então, obras de alargamento de vias e de construção de viadutos são fundamentais e necessárias. A gente já tem um recurso garantido via Governo Federal e este aporte é fundamental para promover, não só as obras de viabilidade, mas também para remoção com dignidade de 23 mil famílias que moram no entorno que precisam ser realizadas em casas e apartamentos este recurso também contempla todo esse investimento.”
Oposição aponta falta de transparência
O vereador Pedro Patrus (PT) criticou a falta de detalhamento sobre a execução das obras e afirmou que o projeto foi aprovado sem informações suficientes.
“Não tem clareza do que se vai ser feito. É isso que a gente quer entender. Acho que nem a prefeitura sabe ainda o que fazer. A Câmara dá um aval para pegar este empréstimo e precisamos saber. A responsabilidade é nossa. Depois despeja essas famílias e não põe em lugar nenhum. Para onde vai esse dinheiro? A resposta não é totalmente satisfatória. A gente queria tempo. Ninguém é contra empréstimo e ninguém é contra melhorar o Anel de Belo Horizonte.”
Também integrante da oposição, o vereador Uner Augusto (PL) classificou o projeto como eleitoreiro e questionou a execução de empréstimos anteriores aprovados pela Casa.
“Ele quer aprovar porque ele quer usar o Anel Rodoviário como um troféu na sua próxima campanha eleitoral. Nós não somos contra as obras. Sabemos que morrem por ano dezenas de pessoas ali. Mas tem que haver condução responsável na política da nossa cidade.”