A FIFA abriu uma investigação contra o árbitro de vídeo australiano Shaun Evans após imagens da transmissão da partida entre Alemanha e Curaçao mostrarem o oficial fazendo um gesto associado a movimentos de supremacia branca. O episódio ocorreu antes do início do jogo, quando a equipe do VAR aparecia nas câmeras no centro de operações da competição.
A entidade máxima do futebol ainda não informou quais medidas poderão ser adotadas nem se Evans seguirá escalado para os próximos compromissos da Copa do Mundo.
As imagens registraram Evans fazendo um sinal com a mão em que o polegar e o indicador formam um círculo, enquanto os demais dedos permanecem estendidos.
Nos últimos anos, o gesto passou a ser associado por grupos de extrema direita à expressão “white power” (“poder branco”). Segundo especialistas que monitoram movimentos extremistas, o desenho formado pela mão remeteria às letras “W” e “P”, iniciais da frase em inglês.
O sinal ficou conhecido em debates sobre extremismo após uma campanha iniciada em 2017 por usuários do fórum 4chan. Com o tempo, o gesto passou a ser utilizado por grupos supremacistas, justamente por parecer inofensivo para quem desconhece o seu uso político.
A Fare Network, organização antirracista parceira da FIFA e da UEFA, solicitou o afastamento imediato de Shaun Evans após a divulgação das imagens.
Até o momento, o árbitro australiano não comentou o episódio. A FIFA deve analisar as imagens e demais informações antes de decidir se haverá punição ou outras medidas disciplinares.
