O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15/6) que a passagem pelo Estreito de Hormuz será gratuita para embarcações que utilizarem a rota marítima estratégica no Oriente Médio.
Durante participação na cúpula do G7, na França, Trump declarou que o tráfego já está ocorrendo por corredores específicos e que a reabertura total da via depende apenas da retirada das minas instaladas pelo Irã.
“Tivemos uma pequena discussão sobre isso. É ‘toll-free’”, afirmou o presidente americano, utilizando a expressão em inglês para indicar ausência de pedágio.
A declaração, porém, contrasta com o posicionamento do governo iraniano. Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que pretende cobrar taxas relacionadas a serviços prestados aos navios que cruzarem a região.
Segundo Teerã, não haverá cobrança pelo simples direito de passagem, mas serão aplicadas tarifas referentes à navegação, proteção ambiental, seguros e outros serviços marítimos.
“Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários”, afirmou um porta-voz da chancelaria iraniana.
Países do G7 pressionam por reabertura imediata
A situação do estreito também foi tema de uma declaração conjunta divulgada por França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália durante a reunião do G7. Os líderes dos países defenderam a “reabertura imediata e incondicional” da rota marítima, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Apesar do otimismo demonstrado por Trump, autoridades americanas apresentaram avaliações divergentes sobre o prazo para a normalização do tráfego.
Enquanto o presidente afirmou que o estreito poderá estar completamente aberto até a próxima sexta-feira (19), integrantes do governo americano indicaram que a retomada total da navegação pode levar até duas semanas.
França e Reino Unido admitem apoio na região
Trump também comentou a possibilidade de uma operação naval para garantir a segurança da navegação, mas afirmou não acreditar que uma grande missão militar será necessária. Ainda assim, não descartou a presença de embarcações de países aliados como medida preventiva.
França e Reino Unido já manifestaram disposição para colaborar em operações defensivas na região, incluindo ações de apoio à retirada de minas marítimas. O Estreito de Hormuz é considerado uma das principais rotas comerciais do planeta e qualquer restrição ao tráfego pode impactar diretamente os preços internacionais do petróleo, fertilizantes e o comércio global