O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (13/6) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua.
Segundo Trump, a operação foi realizada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos em coordenação com autoridades venezuelanas. O ataque ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que a ação foi um “ataque rápido e letal” contra o que classificou como uma das organizações criminosas mais violentas da região. O governo venezuelano também confirmou a morte de Guerrero durante uma operação conjunta contra grupos criminosos.
Quem era Niño Guerrero
Conhecido como Niño Guerrero, Héctor Rusthenford Guerrero Flores era considerado o principal líder do Tren de Aragua, grupo que surgiu dentro da prisão de Tocorón, na Venezuela, e expandiu suas atividades para diversos países da América Latina.
As autoridades americanas atribuíam ao grupo crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, sequestros, lavagem de dinheiro e homicídios. Washington classificou a organização como grupo terrorista e oferecia recompensa por informações que levassem à captura de Guerrero.
Operação ocorreu perto da fronteira com o Brasil
A ação aconteceu no estado venezuelano de Bolívar, cuja capital, Ciudad Bolívar, fica a cerca de 700 quilômetros de Pacaraima, em Roraima, principal porta de entrada terrestre entre Brasil e Venezuela.
A localização chama atenção porque a região faz parte de uma rota estratégica utilizada por organizações criminosas que atuam na fronteira norte da América do Sul.
O que muda após a morte do líder
Especialistas em segurança costumam apontar que a morte ou prisão de líderes de grandes organizações criminosas pode enfraquecer temporariamente as operações do grupo, mas não necessariamente provoca sua desarticulação imediata.
O Tren de Aragua já possui estrutura espalhada por diferentes países e atua por meio de redes descentralizadas, o que pode garantir a continuidade de suas atividades mesmo após a perda de seu principal dirigente.
