Ao menos nove palestinos morreram neste sábado (20/6) em novos bombardeios realizados por Israel na Faixa de Gaza, de acordo com equipes médicas do território. Entre as vítimas estão duas mulheres, uma criança e um fotógrafo local.
Os ataques foram registrados em diferentes regiões de Gaza e ocorrem em meio ao cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas em outubro de 2025, que reduziu a intensidade dos confrontos, mas não encerrou completamente as operações militares.
Ataques atingiram Cidade de Gaza, norte, centro e sul do território
O ataque mais letal ocorreu no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza. Segundo socorristas palestinos, um bombardeio destruiu um apartamento em um prédio residencial, deixando mortos e feridos.
Em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, outra mulher morreu após um ataque israelense. Já em Khan Younis, no sul do território, uma pessoa foi morta e outras oito ficaram feridas em mais uma ofensiva.
No campo de refugiados de Bureij, na região central, três pessoas morreram, entre elas um fotógrafo que atuava na cobertura dos conflitos.
Israel diz que operações buscam impedir ações do Hamas
Segundo o governo israelense, as ofensivas têm como objetivo impedir ataques considerados iminentes por integrantes do Hamas e de outros grupos armados que atuam na Faixa de Gaza.
Apesar da trégua firmada em outubro, o conflito continua provocando mortes dos dois lados. Segundo dados citados pela Reuters, mais de mil palestinos e quatro militares israelenses morreram desde o início do cessar-fogo.
Negociações seguem sem acordo definitivo
Israel e Hamas continuam divergindo sobre a próxima etapa das negociações para o futuro da Faixa de Gaza.
Uma proposta apresentada pelo governo dos Estados Unidos prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses do território. Nesta semana, o enviado especial americano Nickolay Mladenov entregou uma versão revisada do plano, que está sendo analisada pelas partes.
Israel defende que o Hamas deixe o poder e seja completamente desarmado antes de qualquer acordo definitivo. O grupo palestino, por outro lado, condiciona qualquer desarmamento ao avanço de um processo político que leve à criação de um Estado palestino.
Guerra começou após ataque do Hamas em 2023
O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando integrantes do Hamas invadiram o território israelense e mataram cerca de 1.200 pessoas, segundo dados do governo de Israel.
Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 73 mil palestinos morreram durante a ofensiva militar israelense no enclave.