A música “Brasil com S” se transformou em um dos maiores fenômenos da Copa do Mundo de 2026. Com mais de 2 milhões de vídeos criados nas redes sociais e cerca de 3 bilhões de visualizações, o hit embalou torcedores, conquistou famosos e virou febre entre crianças. Agora, o criador da canção alimenta um sonho ainda maior: ver a música associada à conquista do hexacampeonato brasileiro.
“A minha expectativa é que o Brasil seja campeão, que essa música seja a música do hexa”, afirmou mineiro Guilherme Maia, produtor musical responsável pela faixa. “Vamos pensar no Maracanã cheio, todo mundo chegando com a taça da Copa do Mundo e eu lá tocando a música com todos os convocados. Seria o melhor dos mundos”, disse, em conversa com a Rede 98.
Segundo ele, a dimensão alcançada pela canção era difícil de imaginar poucos meses atrás. “Isso parecia impossível há três meses. Agora a gente está apenas de o Brasil ser campeão para isso acontecer”, disse.
Música foi criada para viralizar
O produtor conta que a ideia surgiu em março, quando percebeu uma oportunidade de criar uma música voltada para o clima de Copa do Mundo utilizando recursos de inteligência artificial e estratégias voltadas para as redes sociais.
“Eu fiz algo 100% intencional para viralizar, mas longe de saber que ela seria a maior música dessa Copa”, afirmou.
A faixa foi lançada inicialmente com apenas 51 segundos. A escolha, segundo ele, tinha como objetivo fazer com que o público pedisse versões maiores e novas escalações. A presença dos nomes dos jogadores na letra também fazia parte da estratégia.
O produtor revelou ainda que utilizou ferramentas de inteligência artificial em diferentes etapas da criação. A tecnologia auxiliou na produção da letra, dos ritmos e até na divulgação do conteúdo.
“Eu usei uma ferramenta online de produção musical com IA e meu conhecimento de produtor musical há mais de 15 anos. Errei mais de 15 vezes para fazer a música Brasil com S. Pegava o início de uma, o meio de outra, o final de outra, até chegar ao resultado final”, contou.
Apesar do uso da tecnologia, ele destaca que o processo exigiu trabalho humano constante. “Tudo teve o auxílio da IA, mas precisou de alguém lá atrás dando os comandos e refinando o que realmente funcionava.”
Crianças reinventaram a música
Outro fenômeno que chamou a atenção do produtor foi a repercussão entre o público infantil. Nas redes sociais, milhares de vídeos mostram crianças cantando trechos da música com interpretações próprias da letra.
“Tem criança que fala ‘bilitão’, ‘bonitão’, ‘respeita o mato’, ‘Paquetá’, ‘Iaetar’. Isso é muito legal. Elas interpretam da maneira delas, com uma pureza e um sentimento muito bonito”, afirmou.
Para ele, essa capacidade de reinvenção ajudou a manter a música em evidência ao longo dos meses. “Eu fico muito feliz com isso ser reinventado a cada semana.”
Neymar, Paquetá e a entrada nos lares brasileiros
O sucesso também ganhou força após vídeos compartilhados por jogadores da Seleção. O produtor cita como momentos marcantes as gravações de Neymar e Lucas Paquetá dançando a música com seus filhos.
“Ver o Neymar dançando com as filhas foi sensacional. O Paquetá dançando com os filhos também foi muito legal, porque mostra que essa música entra nos lares”, disse.
Segundo ele, a canção conseguiu despertar novamente o entusiasmo dos brasileiros pelo torneio.
“Ela acessa as pessoas de uma maneira muito positiva e nos ajuda a reacender esse foguinho de Copa que nos deixa feliz pelo jogo e pela vitória.”
Trend ganhou força com coreografia criada por influenciadoras
A popularização da música também contou com uma coreografia criada por duas influenciadoras mexicanas. Inspirada nas comemorações dos jogadores, a dança rapidamente se espalhou pelas redes sociais e ajudou a impulsionar o alcance da faixa.
“O crédito é para elas que criaram a trend. Depois ela foi sendo reinventada pelas crianças, pelos idosos, pelos animais. Fico muito feliz onde ela chegou”, afirmou.
Enquanto acompanha os números impressionantes da música, o produtor segue apostando que o maior capítulo dessa história ainda pode estar por vir. “Se Deus quiser, nós vamos ser hexa. E ela vai ser a música do hexa.”
