A sequência de terremotos registrada em diferentes regiões do mundo reacendeu a atenção para o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas mais instáveis do planeta do ponto de vista geológico.
A faixa concentra cerca de 90% dos terremotos do mundo e aproximadamente 75% dos vulcões ativos da Terra. A região se estende por cerca de 40 mil quilômetros ao redor das bordas do Oceano Pacífico, passando pela costa oeste das Américas, Alasca, Japão, Sudeste Asiático e Nova Zelândia.
Apesar do nome, o Círculo de Fogo não forma um círculo perfeito. A área tem formato semelhante a uma ferradura e reúne vulcões, fossas oceânicas e zonas de encontro entre placas tectônicas.
Por que tantos terremotos acontecem nessa região?
A intensa atividade sísmica ocorre por causa do movimento das placas tectônicas.
Essas placas são grandes blocos da crosta terrestre que se deslocam lentamente sobre camadas mais profundas da Terra. Quando elas colidem, se afastam ou deslizam lateralmente, podem provocar terremotos, formar vulcões ou abrir fossas profundas nos oceanos.
No Círculo de Fogo, grande parte dos tremores está ligada a zonas de subducção. Esse processo acontece quando uma placa tectônica mergulha sob outra, acumulando energia e favorecendo a formação de vulcões.
Quais países estão no Círculo de Fogo?
A região inclui áreas de países como:
- Chile;
- Peru;
- Estados Unidos;
- México;
- Canadá;
- Rússia;
- Japão;
- Filipinas;
- Indonésia;
- Nova Zelândia.
A Califórnia, nos Estados Unidos, é uma das áreas mais conhecidas por causa da Falha de San Andreas, onde placas tectônicas deslizam lateralmente uma em relação à outra.
O Japão também está entre os países mais sujeitos a terremotos por estar localizado em uma zona de intensa atividade tectônica.
Venezuela fica no Círculo de Fogo?
A Venezuela não está na área mais ativa do Círculo de Fogo do Pacífico.
Mesmo assim, o país está próximo a zonas de falhas entre placas tectônicas, o que ajuda a explicar a ocorrência de tremores fortes. Nas últimas horas, abalos de grande magnitude atingiram o país e causaram pânico em Caracas.
O caso chamou atenção porque os tremores ocorreram em meio a outros registros sísmicos em regiões como Norte da Califórnia, Japão e Península de Kamchatka, na Rússia.
O que são réplicas?
Depois de um terremoto forte, é comum que ocorram novos abalos na mesma região. Esses tremores são chamados de réplicas.
Eles acontecem porque a crosta terrestre continua se ajustando após a ruptura inicial. As réplicas podem ocorrer minutos, dias, semanas ou até meses depois do tremor principal.
Em alguns casos, podem provocar novos danos em estruturas já afetadas.
Terremotos podem ser previstos?
A ciência ainda não consegue prever com precisão quando e onde um terremoto vai acontecer.
O que existe são sistemas de monitoramento e alerta, capazes de identificar ondas sísmicas e emitir avisos segundos antes de o tremor ser sentido em algumas regiões.
Esses segundos podem ser importantes para interromper trens, acionar protocolos de segurança e orientar a população a buscar abrigo.
Por que o Círculo de Fogo preocupa?
O Círculo de Fogo preocupa porque reúne áreas muito povoadas, cidades costeiras, vulcões ativos e falhas geológicas capazes de gerar terremotos de grande magnitude.
Além dos tremores, algumas regiões também estão sujeitas a tsunamis, especialmente quando os terremotos ocorrem no fundo do mar e deslocam grandes volumes de água.
Por isso, países localizados nessa faixa costumam investir em monitoramento sísmico, sistemas de alerta e normas de construção mais resistentes a abalos.
