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Suspeita de matar idosos em BH teria dito à família que ‘fez uma coisa horrível’ antes de fugir

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Ludmila Souza

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Diarista segue foragida; investigação apura dificuldades financeiras e possível apoio na fuga. (Foto: Reprodução)

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A diarista de 30 anos suspeita de matar o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte, teria dito a familiares que cometeu “uma grande besteira” antes de desaparecer. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1°/7) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Segundo os investigadores, após deixar o apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital, a mulher seguiu para Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No local, ela encontrou familiares, buscou o filho de 6 anos e, desde então, não foi mais localizada.

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A polícia, no entanto, ainda trabalha para confirmar todas as circunstâncias desse relato.

Polícia investiga dívidas da suspeita

Durante a coletiva, os delegados informaram que a mulher não possui antecedentes criminais. Ela tem apenas registros de boletins de ocorrência relacionados a fatos sem natureza criminal, como desentendimentos e perda de documentos.

A PC também apura informações de que a suspeita enfrentava dificuldades financeiras. Conforme relatos da família aos investigadores, parentes chegaram a reunir cerca de R$ 40 mil para ajudá-la a quitar uma dívida. O valor e a origem do débito, entretanto, ainda estão sendo verificados.

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Os investigadores destacaram que, até o momento, não é possível afirmar que as dívidas tenham relação direta com o crime.

Mulher segue foragida

A suspeita continua foragida, e equipes da Polícia Civil seguem realizando as investigações para localizá-la.

Se ela não for encontrada durante o período de flagrante, a corporação informou que irá representar à Justiça pela decretação da prisão preventiva.

Além da localização da diarista, a investigação tenta esclarecer se outras pessoas participaram da fuga ou da negociação dos bens levados do apartamento.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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