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Projeto quer obrigar lojas de celulares em BH a cadastrar origem de aparelhos para combater roubos

Por

Larissa Reis

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A proposta busca dificultar a circulação de aparelhos de origem ilícita e, consequentemente, reduzir casos de furto, roubo e receptação na capital (Pixabay)

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Um projeto de lei que será analisado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta quarta-feira (1º/7) pretende criar novas regras para estabelecimentos que fazem conserto, manutenção ou revenda de celulares e smartphones. A proposta busca dificultar a circulação de aparelhos de origem ilícita e, consequentemente, reduzir casos de furto, roubo e receptação na capital.

O Projeto de Lei (PL) 651/2026, de autoria da vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), está na pauta para votação em primeiro turno no Plenário. Para avançar, precisa do voto favorável da maioria dos vereadores presentes.

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Cadastro obrigatório

Pelo texto, toda empresa ou pessoa que prestar serviços de manutenção, conserto ou revenda de celulares deverá manter um cadastro detalhado sobre a procedência dos aparelhos recebidos.

Entre as informações que deverão ser registradas estão:

  • nome, documento de identificação, endereço e telefone ou e-mail do proprietário;
  • marca, modelo e cor do aparelho;
  • número IMEI, que funciona como a identificação única do celular;
  • descrição do serviço a ser realizado ou da condição do equipamento;
  • data e horário da entrega.

Além disso, o cliente deverá assinar uma declaração afirmando que o aparelho possui origem lícita e que é seu legítimo proprietário.

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Dados deverão ser guardados por cinco anos

Segundo o projeto, todas as informações deverão ser armazenadas em um sistema físico ou digital que garanta a segurança e o sigilo dos dados pelo período mínimo de cinco anos.

O acesso ao cadastro poderá ser feito por órgãos de segurança pública, pelo Ministério Público e por agentes da fiscalização municipal, quando necessário.

Penalidades para quem descumprir

A proposta prevê punições para estabelecimentos que não seguirem as novas regras. As sanções vão desde notificações e multas até a cassação imediata do alvará de funcionamento e a interdição do local, nos casos mais graves.

Objetivo é dificultar o comércio ilegal

Na justificativa do projeto, a autora afirma que atualmente não existe um controle rigoroso sobre a origem dos celulares deixados para conserto ou revendidos, o que pode facilitar a entrada de aparelhos furtados ou roubados no mercado informal.

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Segundo a vereadora, a medida deve dificultar a comercialização desses equipamentos, reduzindo o interesse dos criminosos em praticar esse tipo de delito e aumentando a sensação de segurança da população.

Ela também argumenta que o impacto para os comerciantes será pequeno, já que muitos estabelecimentos já coletam parte dessas informações ao emitir ordens de serviço.

Próximos passos

Até o momento, o PL 651/2026 não recebeu emendas. Se for aprovado em primeiro turno, seguirá a tramitação na Câmara Municipal antes da votação definitiva. Caso seja aprovado em todas as etapas e sancionado, as novas regras passarão a valer para oficinas, assistências técnicas e estabelecimentos que revendem celulares em Belo Horizonte.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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