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Suspeita de matar casal em BH tomou banho após o crime e fugiu com roupas da vítima, diz polícia

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Ludmila Souza

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Investigação aponta que faca usada no crime pode ser da residência e apura possível apoio à fuga da diarista. (Foto: Reprodução)

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A diarista de 30 anos suspeita de matar um casal de idosos dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, tomou banho no imóvel antes de fugir e deixou o local usando roupas e acessórios de uma das vítimas, de acordo com Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Segundo a PC, imagens das câmeras de segurança mostram a mulher deixando o edifício com uma blusa preta e os óculos pertencentes à empresária Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos. Antes de fugir, ela também teria descartado em uma caçamba de entulho uma blusa com manchas de sangue, além de uma bolsa e caixas de relógios pertencentes ao casal.

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Faca pode ter sido retirada da cozinha

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a arma utilizada no crime seja uma das facas da própria residência.

De acordo com o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), delegado Felipe Freitas, todas as facas encontradas no apartamento estavam lavadas. Para a investigação, isso indica que a suspeita pode ter utilizado um dos utensílios da casa, limpado a arma após os assassinatos e a devolvido ao local.

“O mais provável é que ela tenha usado uma das facas da residência, lavado o objeto e o deixado novamente no imóvel antes de fugir”, afirmou o delegado.

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O casal foi morto com golpes de faca. Maria Clotilde sofreu sete perfurações, enquanto o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, foi atingido por 17 facadas.

Carro aguardava suspeita

Outro ponto investigado pela polícia é a possível participação de uma segunda pessoa na fuga da diarista.

Após deixar o apartamento carregando bolsas e sacolas, a mulher caminhou por alguns quarteirões e descartou parte dos objetos em uma caçamba de entulho. Em seguida, entrou em um carro de alto padrão que, segundo os investigadores, já permanecia estacionado nas proximidades havia cerca de 15 minutos.

Para a Polícia Civil, o tempo de espera do veículo afasta, em um primeiro momento, a hipótese de um motorista de aplicativo e levanta a suspeita de que o condutor tenha prestado apoio à fuga.

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A corporação agora trabalha para identificar quem dirigia o automóvel e verificar se houve participação de outras pessoas no latrocínio ou na fuga da suspeita, que segue foragida.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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