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Suspeita de matar idosos em BH diz que cometeu latrocínio após ‘surto psicótico’

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Larissa Reis

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Segundo o delegado Gustavo Barlleto, responsável pelo caso, ela relatou que decidiu matar as vítimas após sofrer um "surto psicótico" e ouvir vozes (Reprodução/Redes sociais + Clarissa Guimarães)

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A mulher de 30 anos presa suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, confessou o crime e afirmou à Polícia Civil que pretendia apenas furtar dinheiro, joias e relógios da residência. Segundo o delegado Gustavo Barlleto, responsável pelo caso, ela relatou que decidiu matar as vítimas após sofrer um “surto psicótico” e ouvir vozes.

De acordo com o delegado, a suspeita contou que foi até a casa para realizar um serviço de limpeza e chegou a iniciar o trabalho normalmente. Durante a faxina, ela disse ter encontrado dinheiro, joias e relógios, momento em que decidiu cometer o furto.

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Questionada pelos investigadores sobre o motivo de matar os idosos, a mulher afirmou que não conhecia o casal e que não tinha qualquer desavença com eles. Segundo o delegado, ela disse estar arrependida e atribuiu a decisão de cometer os assassinatos a um suposto surto psicótico.

“Ela alegou que nunca tinha visto essas pessoas na vida e que, por conta de um surto psicótico, ouvindo vozes, decidiu que além de subtrair os objetos deveria retirar a vida deles”, afirmou.

Vítimas foram dopadas antes dos ataques

Ainda conforme a investigação, a suspeita confessou que antes das facadas misturou quatro comprimidos de um medicamento de uso psiquiátrico, utilizado para tratamento de depressão e com forte efeito calmante, em um suco preparado pela idosa.

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Segundo o relato apresentado pelo delegado, cerca de 30 a 40 minutos depois, os dois idosos começaram a ficar sonolentos. Foi nesse momento que ela entrou no quarto e atacou o homem com uma faca. A investigação também confirmou que as vítimas tentaram reagir às agressões, já que ambas apresentavam sinais de defesa.

Suspeita trocou de roupa e limpou a faca

Após o crime, a mulher contou que verificou se as vítimas realmente estavam mortas antes de limpar os vestígios. Ela admitiu ter trocado de roupa utilizando peças da idosa e afirmou ainda que limpou a faca usada nos assassinatos.

A arma do crime ainda não havia sido apreendida até a entrevista coletiva. Segundo Gustavo Barreto, equipes da Polícia Civil fariam novas diligências para localizar o objeto e submetê-lo à perícia.

Prisão

A suspeita foi localizada e presa na madrugada desta quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Após passar por exames no Instituto Médico-Legal (IML), ela será encaminhada para a Penitenciária Feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte.

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Ela deixou a sede do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) sem falar com a imprensa.

Defesa se pronuncia

A defesa da suspeita se manifestou na manhã desta quinta-feira (2/7) sobre o ocorrido. Leia a nota na íntegra:

A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.

Pois bem! No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.

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As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.

Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.

Bruno Correa Lemos – Advogado Criminalista

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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