A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, até o ano de 2030, metade da população mundial desenvolverá algum tipo de alergia respiratória, alimentar ou de pele. O cenário ganha destaque no Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, data que reforça a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces diante dos impactos na saúde pública.
No Brasil, cerca de 61 milhões de indivíduos já convivem com alguma condição alérgica. O aumento dos diagnósticos está atrelado a fatores do estilo de vida moderno e às mudanças ambientais. “A urbanização, o menor contato com a natureza, o uso frequente de antibióticos, as mudanças na alimentação e o maior consumo de alimentos ultraprocessados reduzem a diversidade da microbiota”, explica o alergista e professor da Afya Educação Médica, Dr. Maurício Domingues Ferreira. O médico ressalta que o interior das residências, com a presença de mofo e pelos de animais, não é coadjuvante, mas sim protagonista no desencadeamento de crises em indivíduos predispostos.
Na fase infantil, a rinite alérgica é a manifestação mais comum após os dois anos de idade, exigindo atenção aos sintomas que vão além dos espirros. A médica pediatra e professora da Afya Itajubá, Dra. Glênia Junqueira Machado Medeiros, alerta para o impacto dessas condições na rotina infantil. “Crianças com nariz frequentemente entupido podem passar a respirar pela boca, principalmente durante o sono, o que, se persistente, pode interferir no desenvolvimento da face e da arcada dentária”, afirma a pediatra. Como medida protetiva, a médica aponta o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses e o distanciamento da fumaça do cigarro como fundamentais.
Dados em destaque sobre as alergias:
- A Organização Mundial da Alergia (WAO) estima que entre 30% e 40% das pessoas no planeta convivem com doenças alérgicas atualmente.
- Consultas ambulatoriais com alergistas e imunologistas no Brasil registraram um crescimento de 42,1% entre os anos de 2019 e 2022.
- Crianças com ambos os pais alérgicos apresentam probabilidade entre 50% e 70% de desenvolver a mesma condição.
- A rinite alérgica acomete aproximadamente 26% das crianças e cerca de 30% dos adolescentes.
