O líder do PT no Senado, senador Camilo Santana (PT-CE), afirmou que o Partido dos Trabalhadores não deveria lançar candidatura própria ao Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. Em entrevista publicada nesta quinta-feira (09/7) pelo jornal O Globo, o parlamentar avaliou que o desgaste da gestão do ex-governador Fernando Pimentel ainda afeta a viabilidade eleitoral da legenda no estado.
Para Camilo, a estratégia mais adequada é que o PT apoie um nome de um partido aliado para fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais.
“Esse é um dos motivos pelos quais eu defendo que não seja um nome do PT, por conta do resultado do governo do Pimentel. Mesmo levando em conta todas suas justificativas da época, as dívidas com a União, a avaliação do PT por lá foi muito ruim. Não é risco de fiasco, mas a melhor estratégia para Minas é ter um candidato que não seja do partido, que seja do arco de alianças. Claro que vamos ter que ver a disponibilidade e a disposição desses.”
Camilo volta a defender candidatura de aliado
Na entrevista, o senador afirmou que a direção nacional do partido tem dialogado com possíveis aliados para a disputa em Minas, mas ressaltou que a decisão também dependerá da direção estadual do PT.
Ao ser questionado sobre nomes como Jarbas Soares (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB), Camilo disse que as conversas estão em andamento.
“O Edinho está conversando com todos, mas claro que é importante ouvir o PT do estado, porque as realidades são distintas. Mas para fortalecer a campanha do presidente Lula em Minas é importante ter um arco de alianças maior, com candidatos que possam ter viabilidade eleitoral.”
Líder petista cita Marília Campos e compara situação a Haddad
Camilo Santana também comentou a decisão da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), de manter a pré-candidatura ao Senado e resistir à possibilidade de disputar o Governo de Minas.
O senador afirmou respeitar a decisão da petista, mas defendeu que, em determinados momentos, lideranças do partido precisam cumprir missões eleitorais, citando o exemplo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Respeito a decisão pessoal dela, mas acho que há determinados momentos que tem missão a cumprir. O próprio Haddad, que não queria ser candidato em São Paulo e é um nome importante, com viabilidade. O resultado só temos quando termina o jogo. O nome mais competitivo hoje do PT seria Marília e ela tem resistido, colocado o nome dela para o Senado.”