A indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre disputar o Governo de Minas fez o PL avançar na construção de uma candidatura própria para as eleições de 2026. Conforme apurou a Rede 98, a legenda intensificou as articulações internas e passou a trabalhar com mais força na possibilidade de lançar um nome para a disputa ao Palácio Tiradentes.
O favorito para encabeçar a chapa é o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a avaliação dentro do partido é de que a demora de Cleitinho em anunciar se disputará ou não o governo prejudicou o planejamento eleitoral da legenda em Minas.
A mudança de estratégia ocorre poucos dias antes da Convenção Estadual do PL Minas Gerais, marcada para o próximo dia 23 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro deve reunir lideranças estaduais e nacionais do partido para discutir o cenário eleitoral de 2026.
Família resistiu à candidatura de Medioli
Entre os nomes avaliados pela legenda, Vittorio Medioli se consolidou como o favorito para disputar o Governo de Minas. Nos bastidores, no entanto, a construção da candidatura enfrentou resistência dentro da própria família do ex-prefeito de Betim.
Segundo fontes ouvidas pela Rede 98, familiares de Medioli se posicionaram contra a possibilidade de ele entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes. Apesar da resistência inicial, o ex-prefeito recebeu o aval da direção do PL para ampliar agendas pelo interior de Minas Gerais.
A orientação é intensificar a presença política em diferentes regiões do estado, em um movimento que já é tratado internamente como preparação para uma eventual campanha eleitoral. A expectativa é de que Medioli aumente as viagens nas próximas semanas, fortalecendo articulações com lideranças políticas, prefeitos e representantes do setor produtivo.
Demora de Cleitinho mudou estratégia do partido
Nos últimos meses, o PL apostava na possibilidade de apoiar uma candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas, em uma composição com o Republicanos.
O senador, porém, afirmou que só anunciará sua decisão após a Copa do Mundo. A indefinição provocou insatisfação em parte da direção da legenda, que passou a defender uma candidatura própria para que o partido pudesse iniciar a construção da campanha sem depender da decisão de outro grupo político.