A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. É o que mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/7). Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados são favoráveis à proposta, enquanto 22% se dizem contrários. Outros 4% afirmam não ser nem a favor nem contra, e 4% não souberam ou preferiram não responder.
Os números indicam estabilidade no apoio à medida. Em dezembro de 2025, o percentual de brasileiros favoráveis ao fim da escala era de 72%. Em maio deste ano, caiu para 68% e agora ficou em 69%. Já a rejeição à proposta passou de 26%, em julho de 2025, para os atuais 22%.
A pesquisa também mostra que o tema já é conhecido pela maior parte da população. Três em cada quatro brasileiros (75%) disseram que já sabiam que a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado. Outros 25% afirmaram que tomaram conhecimento da medida apenas durante a entrevista.
Questionados sobre os impactos da proposta, 50% acreditam que passarão a trabalhar menos horas por semana caso a mudança entre em vigor. Outros 45% avaliam que a carga de trabalho permanecerá a mesma, enquanto 5% não souberam responder.
Entre aqueles que acreditam que terão redução na jornada, a principal expectativa é aproveitar o tempo livre para descansar e passar mais tempo com a família, opção escolhida por 53% dos entrevistados. Na sequência aparecem buscar outro trabalho ou fazer horas extras para aumentar a renda (13%), fazer cursos ou estudar (12%), ir à igreja ou participar de cerimônias religiosas (9%), passear, ir a bares, restaurantes ou festas (6%) e viajar (4%).
A percepção sobre uma eventual redução da jornada varia conforme o posicionamento político. Entre os entrevistados que se identificam como lulistas, 65% acreditam que trabalharão menos horas por semana. Entre os bolsonaristas, esse percentual é de 44%, enquanto 50% afirmam que a aprovação da proposta não reduziria a carga de trabalho. Já entre os eleitores que se declaram independentes, há empate: 46% acreditam que trabalharão menos horas e outros 46% avaliam que a jornada permanecerá igual.
