Os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (28/7). O valor representa uma alta de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os desembolsos somaram US$ 10,3 bilhões.
O resultado marca o maior volume de despesas lá fora para os primeiros seis meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995. A queda na cotação da moeda americana impulsiona a forte alta, barateando custos com passagens aéreas, hospedagens, produtos e serviços em viagens ao exterior.
Apesar da alta pontual nesta segunda-feira (27), quando o dólar fechou a R$ 5,11, a divisa acumula um recuo de 6,87% no ano. A valorização do real frente à moeda norte-americana favorece o turismo internacional ao aumentar o poder de compra do consumidor brasileiro no mercado estrangeiro.
A queda acumulada do dólar ocorre em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio. Por ser um relevante exportador de petróleo, o Brasil atrai mais divisas com a venda da commodity. A resiliência da atividade econômica interna também contribui para o aumento do fluxo de viagens internacionais.
