A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE. O índice representa um recuo de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano e queda de 0,4 ponto na comparação com o mesmo período de 2025.
O total de pessoas em busca de emprego no país caiu para 5,9 milhões no período. O contingente é 10,9% menor do que o registrado no trimestre encerrado em março, o que significa que cerca de 700 mil brasileiros saíram da fila da desocupação nos últimos três meses.
Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu a marca de 103,1 milhões de trabalhadores no país. O avanço de 1,1% frente ao trimestre anterior levou o nível de ocupação para 58,8%, mostrando expansão na parcela da população em idade de trabalhar que está efetivamente empregada.
Queda no desalento e na subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização da força de trabalho também apresentou recuo expressivo, caindo para 12,9% no trimestre até junho. O grupo de trabalhadores nessa condição teve uma redução de 1,64 milhão de pessoas na comparação com os três meses anteriores.
Outro destaque positivo do levantamento do IBGE foi a redução da população desalentada, formada por quem desistiu de procurar oportunidade no mercado. Esse grupo, portanto, caiu para 2,3 milhões de pessoas, registrando um recuo expressivo de 14,7% frente ao trimestre encerrado em março.
A melhora nesses indicadores reflete, assim, uma maior absorção da mão de obra pelo mercado e o retorno gradual de trabalhadores que antes encontravam barreiras para conseguir uma colocação profissional em suas regiões.
Estabilidade na renda e nos vínculos formais
Além disso, no mercado de trabalho do setor privado o volume de empregados permaneceu estável no período analisado. Ao todo, o segmento somou 52,4 milhões de pessoas, sendo 39,2 milhões com carteira assinada e 13,3 milhões atuando na informalidade sem registro.
Por fim, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros ficou estimado em R$ 3.738 no trimestre. O valor manteve estabilidade em relação aos primeiros três meses do ano, mas registrou uma alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
