PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Reforma tributária entra em fase prática com novo cronograma de emissão das notas fiscais e amplia impactos no mercado imobiliário

Siga no

Receita Federal publica cronograma de emissão de notas fiscais da reforma tributária com novas regras para imóveis. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

A reforma tributária deixou de ser apenas uma discussão legislativa para começar a produzir efeitos concretos na rotina das empresas. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram o cronograma oficial que estabelece quando cada documento fiscal eletrônico passará a ser emitido já adaptado às novas regras do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Trata-se de uma das etapas mais relevantes da implementação da reforma, pois é por meio desses documentos que serão calculados, controlados e fiscalizados os novos tributos sobre o consumo. No setor imobiliário, essa mudança ganha especial importância, já que incorpora à nova sistemática operações como locações de imóveis, cessões onerosas, arrendamentos e alienações imobiliárias, atividades que tradicionalmente possuíam tratamentos fiscais distintos.

A implementação, contudo, não ocorrerá de uma só vez. O cronograma foi estruturado de forma escalonada para permitir que empresas, desenvolvedores de sistemas, contadores e administrações tributárias realizem os ajustes necessários. A partir de 3 de agosto de 2026, passam a ser obrigatórias, em regra, as novas versões da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), dos documentos de transporte e de diversos outros documentos fiscais. Para o mercado imobiliário, entretanto, algumas das principais mudanças entram em vigor em 1º de dezembro de 2026, quando passam a ser obrigatórios documentos fiscais para locações de bens imóveis, cessões onerosas, arrendamentos imobiliários e também para a emissão da nova Nota Fiscal Eletrônica de Alienação de Bens Imóveis (NF-e ABI).

Essas alterações vão muito além de uma simples modernização tecnológica. A criação de documentos fiscais específicos para operações imobiliárias demonstra que o novo sistema tributário pretende ampliar o controle e a padronização das informações prestadas pelos contribuintes. Incorporadoras, loteadoras, administradoras de imóveis, fundos imobiliários, empresas patrimoniais e até proprietários que realizam operações sujeitas à tributação deverão adaptar seus processos internos e seus sistemas de emissão de documentos fiscais para atender às novas exigências.

O cronograma também trouxe regras de transição importantes. As empresas optantes pelo Simples Nacional somente estarão obrigadas à emissão desses documentos a partir de 1º de janeiro de 2027. Além disso, foram estabelecidas datas diferenciadas para importações, operações sujeitas à tributação monofásica e outras situações específicas. A adoção gradual busca reduzir os impactos operacionais, mas exige planejamento desde já, especialmente para setores que tradicionalmente não conviviam com um elevado grau de documentação fiscal eletrônica, como parte do mercado imobiliário.

Embora a cobrança integral dos novos tributos ainda ocorra de forma progressiva, a adaptação operacional já começou. Para o setor imobiliário, esse movimento representa uma mudança estrutural. Empresas precisarão revisar contratos, processos de faturamento, parametrizações de sistemas e rotinas fiscais para garantir que as operações sejam corretamente documentadas. Mais do que cumprir uma obrigação acessória, a emissão adequada dos novos documentos fiscais será essencial para evitar inconsistências, assegurar o correto aproveitamento de créditos tributários e reduzir riscos de autuações durante a fase de transição da reforma tributária.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Figueiroa

Consultor Jurídico na área de Infraestrutura, concessões de serviços públicos e na estruturação jurídica de negócios privados. Graduado e Mestre em Direito. Professor em cursos de Graduação e Pós-Graduação.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Colunistas

Reforma Tributária: CNPJ e nota fiscal para pessoas físicas ficam para 2027

Reforma tributária avança, mas Congresso deixa questões importantes para o segundo semestre

O verdureiro incoerente

O maior erro das empresas não é não usar Inteligência Artificial. É usá-la sem preparar as pessoas

Por que o iene voltou a ganhar força frente ao dólar

Laboratórios urbanos transformam cidades na prática

Últimas notícias

Ben Affleck ganha 1 milhão de dólares no programa ‘Quem quer ser um milionário?’

Novo define Eduardo Girão como vice na chapa de Romeu Zema à Presidência

Glenn Hughes anuncia aposentadoria e cirurgia cardíaca; músico passou mal em show em BH

CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Artur Jorge prepara mudanças no Cruzeiro para jogo de volta da Copa do Brasil; veja provável escalação

Falcão manifesta apoio a Cleitinho: ‘o melhor para Minas Gerais precisa ser feito’

Multa para embarcação irregular e incentivo aos esportes náuticos: CMBH aprova novas regras para uso da Lagoa da Pampulha

Relembre as idas e vindas de Cleitinho Azevedo na disputa pelo Governo de Minas

Almoço de Dia dos Pais deve custar mais que o presente em BH