Em 1986, a inauguração da Usina Ouro Branco representava um dos maiores investimentos da siderurgia brasileira. Quarenta anos depois, a unidade da Gerdau se tornou a maior da empresa no mundo e um dos símbolos da força da indústria do aço em Minas Gerais.
Essa história, que envolve investimentos, expansão industrial, geração de empregos e transformação de Ouro Branco e da região, chega agora ao Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.
A exposição “Usina Gerdau Ouro Branco: 40 anos construindo o futuro” percorre diferentes momentos da trajetória da usina, mas também recupera parte da própria história da industrialização mineira.
O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, destaca justamente essa ligação entre a trajetória da empresa e a história de Minas Gerais.
“A data de hoje eu acho que ela é uma união de histórias, né? Nosso estado de Minas Gerais que tem tantas histórias forjadas no minério de ferro, no metal, no aço. E a Gerdau que vem forjando a sua história também de 125 anos, a Gerdau Mineira de Coração.”
Fotografias, documentos e registros mostram como a unidade mudou ao longo das décadas, acompanhando os diferentes ciclos de investimento e expansão da siderurgia.
Entre os registros históricos está uma visita que aconteceu antes mesmo de a usina começar a operar. Em março de 1978, o então Príncipe de Gales, Charles, esteve em Ouro Branco durante uma viagem oficial ao Brasil e visitou as instalações da Açominas, empresa responsável pelo projeto que daria origem à usina.
Na época, o empreendimento ainda estava em construção, mas já mobilizava grandes obras e equipamentos importados. Charles percorreu as instalações, conheceu o projeto e foi levado a um mirante para observar a futura siderúrgica. Durante a visita, deixou ainda um molde da mão e sua assinatura em bronze, feito pelo escultor Paulo Marques.
O episódio ajuda a dimensionar o projeto que estava sendo construído em Minas: anos antes da inauguração, a futura usina já era tratada como um empreendimento de grande porte e mantinha relações com fornecedores e tecnologia estrangeira.
O CEO da Gerdau também ressalta a importância que a Usina Ouro Branco alcançou dentro da própria companhia.
“É aqui que está o nosso presente, aqui que está o nosso futuro. E com muita alegria a gente está no Museu das Minas e do Metal hoje celebrando os 40 anos da usina de Ouro Branco. A usina de Ouro Branco tão importante para o estado, a maior usina que a Gerdau tem no mundo, tão celebrada.”
Trabalhadores no centro da história
Mas, talvez, a parte mais importante dessa trajetória não esteja nas estruturas de concreto, nos equipamentos ou nos grandes investimentos. Está nas pessoas.
A exposição coloca trabalhadores de diferentes gerações no centro da narrativa. São profissionais que ajudaram a construir a usina e que também tiveram suas próprias trajetórias transformadas por ela.
Uma websérie, exibida em duas telas, reúne relatos de pessoas que cresceram profissionalmente junto com a Usina Ouro Branco.
A história da indústria passa, assim, a ser contada também a partir de quem viveu o cotidiano da fábrica.
A mostra ainda apresenta réplicas de obras relacionadas à trajetória da usina e do aço e conta com um quiz interativo sobre a história da unidade.
Uma história que ainda está sendo escrita
O aniversário de 40 anos também serve para olhar para frente.
A exposição aborda temas que devem definir os próximos ciclos da siderurgia, como tecnologia, inovação, automação e produtividade.
A ideia é usar os 40 anos da Usina Ouro Branco não apenas para recuperar o passado, mas para discutir os desafios de uma indústria que precisa se transformar para continuar competitiva nas próximas décadas.
Inauguração
A exposição foi inaugurada nesta sexta-feira (14), no Museu das Minas e do Metal, com a presença de convidados e autoridades.
Entre os presentes estavam o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Eles destacaram a importância da Gerdau para a evolução da região de Ouro Branco e para a transformação social e econômica do estado, além da contribuição da empresa para a história da siderurgia de Minas Gerais e do Brasil.
O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, também participou da inauguração e reforçou que a trajetória da empresa deve servir de inspiração para o futuro.
“Essa história também é um convite para que a gente possa olhar para o futuro e seguir com investimentos muito significativos que a Gerdau tem feito. Então, uma noite muito especial e queria convidar a todos aqueles que estão nos ouvindo que viessem aqui nesse museu tão bonito na Praça da Liberdade, pudessem prestigiar um pouco dessa história, porque a história também nos projeta o futuro.”
A exposição “Usina Gerdau Ouro Branco: 40 anos construindo o futuro” fica aberta ao público até 13 de setembro, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, com entrada gratuita.