O tempo seco registrado em Minas Gerais tem impulsionado a procura por produtos de hidratação e alívio dos desconfortos respiratórios. Na Drogaria Araujo, o faturamento com umidificadores de ar cresceu 93% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano. No mesmo período, as vendas de hidratantes labiais avançaram 71%, enquanto soro fisiológico e produtos à base de mel e derivados tiveram altas de 67% e 52%, respectivamente.
O aumento ocorre em meio aos baixos índices de umidade registrados no estado. Na quarta-feira (19), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve um alerta amarelo de baixa umidade para 637 municípios mineiros, incluindo Belo Horizonte.
Na capital, a previsão indicava umidade relativa do ar entre 20% e 30% durante a tarde.
Produtos mais procurados
Os dados da Drogaria Araujo mostram crescimento em diferentes itens associados aos cuidados durante períodos de baixa umidade. A comparação considera o faturamento do segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro:
- umidificadores de ar: alta de 93%;
- hidratantes labiais: alta de 71%;
- soro fisiológico: alta de 67%;
- produtos à base de mel e derivados: alta de 52%.
A procura acompanha os desconfortos mais comuns durante os períodos de estiagem. Nariz e pele ressecados, irritação na garganta, tosse e sangramentos nasais podem aparecer com maior frequência.
O tempo seco também pode intensificar sintomas de doenças respiratórias, como rinite, sinusite, asma e bronquite.
Cuidados durante o tempo seco
Entre os produtos utilizados para amenizar os efeitos da baixa umidade estão umidificadores de ar, hidratantes corporais e labiais e soro fisiológico para higiene e hidratação das vias nasais.
Mel, própolis, pastilhas e sprays também são procurados para aliviar desconfortos provocados pelo ressecamento. Manter a ingestão frequente de água é outra medida importante durante o período.
A farmacêutica da Araujo Daniela Rocha alerta, no entanto, que os produtos não substituem uma avaliação profissional quando há agravamento dos sintomas.
“Esses itens são aliados importantes no dia a dia, mas o mais importante é não esperar os sintomas piorarem para buscar orientação. Casos de falta de ar, febre persistente, chiado no peito ou piora de doenças respiratórias exigem avaliação por um profissional de saúde”, afirma.