Na madrugada desta sexta-feira (4/9), torcedores do Cruzeiro seguiram com protestos pela cidade, após a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil para o seu maior rival, o Atlético. Na quinta-feira (3/9), os protestos já haviam começado com faixas estendidas pela cidade e, agora, o ato se repete com novos cartazes colocados no viaduto da Avenida Abrahão Caram, no acesso ao Mineirão, trazendo críticas ao técnico Artur Jorge, ao diretor de futebol Bruno Spindel, ao elenco e à diretoria celeste.
O treinador português Artur Jorge foi alvo de uma faixa nesta sexta que o chamava de “Fanfarrão”. Além do treinador, o diretor de futebol Bruno Spindel teve seu nome invertido em uma das faixas, junto a uma foto sua com um “X” no rosto. A torcida também fez cobranças afirmando que está fazendo a sua parte, ao destacar em uma das mensagens a posse da 3ª maior média de público em estádios no Brasil em 2026. Houve ainda uma faixa exigindo explicações e dispensas no Cruzeiro, que dizia: “12 milhões esperando respostas e demissões”. Veja os protestos desta madrugada:
Na noite de ontem, algumas mensagens foram direcionadas aos jogadores, chamando-os de “elenco caro e pipoqueiro”. Artur Jorge também já havia sido alvo dos torcedores, sendo taxado de “burro e covarde”. Spindel, por sua vez, foi questionado com a faixa: “Veio para quê? Rua!”.
Dado esse momento de cobranças da torcida após as eliminações para o Atlético, nas quartas da Copa do Brasil, e para o Flamengo, nas oitavas de final da Copa Libertadores, restando apenas a disputa do Brasileirão em 2026, no qual o time já está muito distante da briga pelo título, o gestor da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, compareceu aos treinos da Raposa ontem para cobrar a diretoria, a comissão técnica e o elenco. Porém, por mais que tenha criticado esses setores da equipe celeste, o dirigente reforçou a confiança no trabalho de Artur Jorge para o restante desta temporada e visando à próxima, já que o técnico português tem contrato com o clube mineiro até o final de 2030.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Leandro Cabido
