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Projeto que proíbe flanelinhas é aprovado em 1° turno na Câmara de BH

Por

Mateus França

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(Guarda Municipal de BH/Divulgação)

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, o projeto que proíbe a atuação de flanelinhas em vias e espaços públicos da capital. O Projeto de Lei 702/2026 recebeu 31 votos favoráveis e sete contrários durante a reunião desta quinta-feira (10/9).

De autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), o texto prevê multa de R$1 mil para quem abordar motoristas, cobrar dinheiro ou exigir qualquer vantagem para vigiar veículos, reservar vagas ou condicionar a permanência do carro estacionado ao pagamento. Em caso de reincidência, a multa é aplicada em dobro.

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O que o projeto proíbe

A proposta considera irregular a cobrança feita por quem oferece, exige ou tenta receber dinheiro para cuidar de veículos ou reservar espaços públicos de estacionamento.

A regra também alcança lavadores de carros credenciados pelo município quando adotarem esse tipo de conduta. O trabalho regular desses profissionais, no entanto, continua permitido. 

“Em Belo Horizonte, existem pessoas credenciadas para trabalhar como lavadoras de carro. Elas oferecem apenas o serviço de lavagem, sem coagir ninguém e sem cobrar para vigiar veículos. Essas pessoas podem continuar trabalhando normalmente”, explica o Sargento Jalyson. 

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A fiscalização pode ser feita pela Guarda Civil Municipal e pelos fiscais de posturas. O texto também permite que a Prefeitura faça acordos com órgãos estaduais de segurança para ações conjuntas de fiscalização e autuação.

Os recursos arrecadados com as multas devem ser destinados, prioritariamente, à manutenção, estruturação e aparelhamento da política municipal de segurança pública.

Emenda e próximos passos

Durante a tramitação, o projeto recebeu uma emenda após a Comissão de Legislação e Justiça apontar problemas no texto original. Entre eles, está a avaliação de que regras sobre o uso de espaços públicos devem estar no Código de Posturas do município.

Como o projeto foi aprovado em primeiro turno, a emenda passa agora pela análise das comissões antes de o texto voltar ao Plenário para a votação em segundo turno.

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Se aprovado novamente, o projeto segue para análise do prefeito, que pode sancioná-lo ou vetá-lo.

*Estagiário sob supervisão do coordenador Victor Duarte

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