O Hotmart Fire 2026 deve movimentar entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões na economia de Belo Horizonte durante os três dias de evento, segundo estimativa de JP Resende, presidente e CEO da Hotmart. Realizado no Expominas, o encontro reúne mais de 10 mil pessoas e cerca de 140 palestrantes.
Mineiro, JP afirma que manter o evento em Belo Horizonte tem um componente pessoal, mas também destaca vantagens de realizar a programação fora do eixo Rio-São Paulo. Para ele, participantes de outras cidades tendem a permanecer mais tempo envolvidos com o evento.
“Eu acho que o impacto, do que o Fire causa aqui, a gente conseguindo fazer o máximo de coisa dentro das nossas capacidades, já é muito grande”, afirmou.
CEO quer levar Fire para outros pontos de BH
Resende avalia que a cidade poderia aproveitar ainda mais o fluxo gerado pelo evento. A ideia seria levar parte da programação para diferentes regiões, como Savassi, Vila da Serra e Centro.
“Claro, se a cidade quisesse abraçar mais o evento, acho que teria oportunidade de espalhar esse momento do Fire pela Savassi, pelo Vila da Serra, pelo Centro, por todos os bairros de BH, criar um clima, acolher mais o evento”, disse.
O executivo citou festivais que ocupam espaços públicos e estabelecimentos locais como referência. Apesar dos desafios para ampliar essa integração, ele garante que pretende manter o Fire na capital.
“Enquanto for possível eu vou continuar fazendo o evento aqui”.
Launchpad usa IA para criar produtos digitais
Durante o Fire 2026, a Hotmart apresentou mundialmente o Launchpad, ferramenta baseada em inteligência artificial que busca reduzir o caminho entre a ideia de um empreendedor e a criação de um produto digital.
A plataforma permite transformar uma ideia em um produto e disponibilizá-lo para venda em diferentes mercados e moedas. Inicialmente, a ferramenta está disponível para assinantes da Hotmart.
“Quero comprimir isso o máximo possível, porque eu acho que isso vai criar uma oportunidade massiva para muita gente e para surgir muitas pequenas e médias empresas baseadas em criatividade”, afirmou.
JP também aposta na combinação entre criadores de conteúdo e profissionais capazes de desenvolver produtos. Segundo o gestor, essa parceria pode se tornar um modelo para a criação de novas empresas.
“Eu acredito muito numa combinação entre criadores de conteúdo e construtores de produtos. Eu chamo de creator e builder. Parece que vai ser o novo tipo de dupla perfeita para fundar uma startup”, disse.
Para o CEO, a inteligência artificial tende a ampliar as possibilidades de empreendedorismo ao facilitar o desenvolvimento de novos produtos.
“Eu acho que a IA vai transformar o mundo de maneiras que a gente ainda não consegue enxergar completamente, mas se tem uma coisa que ela consegue viabilizar é que a gente construa coisas melhores e mais rápido”, afirmou.
