A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou um novo documento ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, reforçando o pedido para que todos os integrantes da Corte tenham acesso irrestrito ao conteúdo extraído do telefone de Daniel Vorcaro. A solicitação ocorre às vésperas da sessão de julgamento no plenário, agendada para a próxima terça-feira.
O movimento da procuradoria busca garantir que os magistrados possam analisar todo o material colhido pelas investigações antes de proferirem seus votos. O órgão ministerial sustenta que a medida é essencial para resguardar a ampla deliberação sobre as provas reunidas no processo.
No documento enviado ao gabinete da presidência do tribunal, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou a posição manifestada anteriormente pelo órgão. Ele enfatizou a importância de assegurar transparência e amplo conhecimento dos autos a todos os julgadores diante da complexidade do caso.
“Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate”, destacou Gonet na manifestação oficial.
Apoio no STF e assinatura conjunta da PGR
A peça encaminhada ao STF também contou com a assinatura do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, autor da petição inicial que requereu o compartilhamento irrestrito das informações do aparelho. Os subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos igualmente subscreveram o documento.
A nova ofensiva da PGR alinha-se a posicionamentos já manifestados reservadamente por integrantes do próprio tribunal. Na véspera do pedido, os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defenderam que a Polícia Federal disponibilize o conjunto completo de dados a todos os gabinetes.
A deliberação no plenário do STF, portanto, avaliará o relatório conclusivo elaborado pela Polícia Federal a respeito das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e interlocutores citados no apuratório. A expectativa é que o acesso integral aos arquivos baseie o posicionamento final do colegiado sobre os desdobramentos da investigação.
