O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encabeçou, neste domingo (13/9), um protesto contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em Macapá. O ato reuniu apoiadores de verde e amarelo e teve como foco as críticas à condução da Casa. Anunciada no 7 de Setembro em São Paulo (SP), a ação buscou transferir a pressão política ao reduto eleitoral do senador.
A cobrança dos manifestantes mira o andamento dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A oposição intensificou a pressão sobre Alcolumbre para pautar as denúncias após os desdobramentos das apurações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Até o momento, o presidente do Senado não indicou intenção de dar andamento às petições. Diante do travamento dos processos, manifestantes voltaram a adotar o grito de “Fora, Davi”, criticando a falta de análise das denúncias contra integrantes da Suprema Corte.
Pressão em Macapá e reação no Senado
Ao levar a manifestação para a capital amapaense, Nikolas Ferreira tenta elevar o custo político da postura de Alcolumbre. A estratégia busca unir a pressão das ruas com as cobranças que a oposição vem fazendo no Congresso Nacional.
A pauta ganhou força entre os parlamentares nas últimas semanas. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), por exemplo, defendeu o impedimento de Moraes e pediu a convocação do ministro e do procurador-geral Paulo Gonet para prestarem esclarecimentos sobre o caso Vorcaro.
Por sua vez, Alcolumbre afirmou no plenário que tratará o tema com cautela e sem apressar procedimentos. O senador rebateu a concentração de críticas no STF e citou apurações sobre o pedido de R$ 130 milhões para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
