Minas Gerais tem tamanho de país. São 853 municípios, diferentes vocações econômicas e realidades que não podem ser enfrentadas com soluções pensadas apenas a partir da capital.
Flávio Roscoe e eu acreditamos que o próximo governo precisa partir de uma ideia simples: o Estado deve facilitar a vida de quem trabalha, de quem produz e de quem quer construir uma vida melhor para sua família.
Isso significa cuidar de quem precisa, garantir segurança para nossas famílias e, ao mesmo tempo, destravar Minas para gerar emprego, investimento e oportunidades.
Cuidar de quem cuida
Durante muito tempo, as políticas públicas para as mulheres foram tratadas quase exclusivamente sob a perspectiva assistencial. A assistência é necessária, mas precisamos avançar.
Queremos falar de autonomia, emprego, empreendedorismo, qualificação e liberdade para que cada mulher possa construir o próprio caminho.
E, para isso, precisamos olhar para a vida como ela realmente acontece.
Milhares de mulheres mineiras, especialmente mães, deixam de trabalhar ou encontram enormes dificuldades para permanecer no mercado porque não têm com quem deixar seus filhos.
E existe uma realidade ainda pouco discutida: quem cuida dos filhos das mulheres que trabalham à noite?
Enfermeiras, técnicas de enfermagem, profissionais da indústria, do comércio, de hotéis, restaurantes, serviços e tantas outras mulheres cumprem jornadas que não terminam às 18 horas.
Por isso, queremos discutir com os municípios modelos de atendimento em creches em horários estendidos e, onde houver demanda comprovada, atendimento noturno, construindo soluções que respeitem a realidade local e a legislação educacional.
Não se trata apenas de oferecer uma vaga. Trata-se de permitir que uma mãe possa trabalhar sabendo que seu filho está seguro e bem cuidado.
Isso é cuidar de quem cuida.
O mesmo olhar precisa alcançar as mães solo e as famílias atípicas. Uma mãe de uma criança com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista enfrenta desafios ainda maiores para conciliar trabalho, tratamento, escola e cuidados diários.
O Estado precisa ser ponte, e não mais uma barreira.
Segurança para viver e para produzir
Nenhuma mulher é verdadeiramente livre se tem medo dentro da própria casa.
O combate à violência contra a mulher precisa combinar prevenção, proteção e resposta rápida. Minas pode avançar na integração entre as forças de segurança e a rede de proteção, utilizando tecnologia e inteligência para identificar reincidências e situações de maior risco.
Mas segurança pública vai muito além disso.
Segurança também é política econômica.
Quando um comerciante fecha mais cedo por medo, um produtor rural sofre sucessivos furtos, uma transportadora perde cargas ou uma empresa precisa elevar seus custos com segurança privada, toda a economia paga essa conta.
Queremos valorizar nossas forças de segurança e ampliar investimentos em inteligência, tecnologia e integração de dados.
O Estado precisa utilizar informação para antecipar o crime, identificar padrões e concentrar seus recursos onde eles são mais necessários.
Para o cidadão que trabalha, proteção. Para quem escolhe viver do crime, a força da lei.
Destravar Minas
Mas existe outro tipo de insegurança que também afasta investimentos: a insegurança de quem não sabe quanto tempo levará para conseguir uma licença, uma autorização ou simplesmente uma resposta do poder público.
Minas precisa de um choque de desburocratização.
Menos burocracia. Mais emprego. Mais investimento. Menos Estado atrasando a vida do cidadão.
Quem quer abrir uma empresa não pode enfrentar uma peregrinação entre órgãos públicos. Quem quer ampliar uma fábrica não pode esperar indefinidamente por uma resposta. Quem produz no campo não pode perder tempo e dinheiro com procedimentos que poderiam ser resolvidos digitalmente.
O Estado precisa fiscalizar aquilo que realmente representa risco, mas também precisa confiar em quem trabalha corretamente.
Queremos avançar na digitalização dos serviços, na integração de sistemas, na simplificação de processos e na revisão de exigências desnecessárias.
Tecnologia não pode servir apenas para transformar um formulário de papel em um formulário digital. Digitalizar burocracia continua sendo burocracia.
Precisamos redesenhar processos.
Nos procedimentos de baixo risco, a lógica deve ser simplificação, agilidade e responsabilidade. Nos grandes investimentos, o governo precisa coordenar seus órgãos para que o empreendedor saiba o que precisa cumprir, quem decide e em quanto tempo terá uma resposta.
Isso não significa abrir mão de fiscalização ambiental, responsabilidade ou segurança jurídica. Pelo contrário. Regra clara, prazo definido e decisão técnica também são formas de boa governança.
Um Estado parceiro de quem produz
Flávio Roscoe conhece profundamente o setor produtivo mineiro. Essa experiência será fundamental para construirmos um governo que compreenda que empresa não é inimiga do trabalhador.
É dentro das empresas, no comércio, nas propriedades rurais e nos pequenos negócios que os empregos são gerados.
Cada investimento que Minas perde para outro Estado significa empregos que também deixamos de criar aqui.
Por isso, queremos que Minas volte a competir por investimentos.
Nossa localização é estratégica. Temos um agronegócio extraordinário, indústria, mineração, comércio, serviços, universidades e uma enorme capacidade de inovação. Mas todo esse potencial precisa de infraestrutura, segurança jurídica e um ambiente favorável para produzir.
O governo precisa perguntar todos os dias: o que ainda está impedindo Minas de crescer?
E trabalhar para remover esses obstáculos.
Desenvolvimento começa nas pessoas
Existe uma ligação direta entre todas essas propostas.
Quando criamos condições para uma mãe trabalhar, estamos fortalecendo o mercado de trabalho.
Quando protegemos uma mulher da violência, estamos protegendo uma família.
Quando combatemos o crime, também protegemos empresas, produtores e investimentos.
Quando reduzimos a burocracia, permitimos que o empreendedor invista seu tempo e dinheiro naquilo que realmente importa: produzir, inovar e contratar.
E quando o Estado funciona, o cidadão não precisa conhecer alguém dentro do governo para conseguir aquilo que é seu direito.
É essa mudança de mentalidade que queremos levar para Minas Gerais.
Flávio traz a experiência de quem conhece o setor produtivo e sabe o que significa gerar emprego, investir e enfrentar a burocracia. Eu trago a experiência de quem começou a trabalhar aos 12 anos, conhece a realidade das famílias, das mulheres e do interior de Minas e acredita que política pública precisa chegar à vida real das pessoas.
São experiências diferentes que se complementam.
Minas não precisa de um governo que queira controlar tudo.
Precisa de um governo que cuide de quem precisa, proteja quem trabalha, valorize quem produz e deixe de atrapalhar quem quer crescer.
Queremos cuidar de quem cuida.
Queremos segurança para nossas famílias.
E queremos destravar Minas para que o mineiro possa trabalhar, empreender, investir e prosperar.
Porque um Estado forte não é aquele que cria mais dificuldades.
É aquele que abre caminhos.
