A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/9), a décima fase da Operação Overclean. A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de direcionamento de procedimentos para a contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de serviços e materiais didáticos. Ao menos três processos analisados pela investigação resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões de reais. Outros procedimentos de contratação também são alvo da apuração.
Ao todo, os policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação busca reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer as possíveis irregularidades nas contratações.
Em nota enviada à Rádio 98, a Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que a atual gestão não firmou contratos para aquisição de materiais didáticos. “Cabe ressaltar que a rede municipal utiliza os livros didáticos disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do governo federal”, disse a pasta.
A secretaria disse, ainda, que não recebeu qualquer solicitação ou demanda relacionada à investigação da Operação Overclean, mas que está “à inteira disposição das autoridades competentes e dos órgãos de controle para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.
