O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta terça-feira (22/9), a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em seu discurso, o mandatário brasileiro reforçou a defesa da soberania nacional e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Ele criticou o que classificou como “ingerência externa em processos eleitorais”, citando preocupações diretas com a integridade do processo eleitoral brasileiro.
A fala ocorre em um momento de atenção diplomática, a poucos dias das eleições presidenciais no Brasil, marcadas para o próximo dia 4 de outubro. Lula defendeu que a escolha do futuro do país cabe exclusivamente aos cidadãos e questionou o papel do Conselho de Segurança da ONU diante da escolha entre o multilateralismo e o unilateralismo.
O evento na sede das Nações Unidas reúne representantes dos 193 Estados-membros. O Brasil mantém, desde 1955, a tradição de realizar o primeiro discurso do debate geral. Neste ano, o pronunciamento de Lula foi seguido pelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Pauta ambiental e terras raras
O presidente falou da importância de agenda ambiental e citou o Brasil como exemplo de que é possível aliar crescimento e preservação. “Brasil é referência mundial em energia verde. Temos os minerais críticos e as terras raras de que o mundo precisa pra realizar a transição energética”, afirmou.
O presidente voltou a falar sobre a gerar riqueza no Brasil a partir dos recursos naturais do país. “O acesso aos nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso território”, disse.
Lula também saiu em defesa do Pix.
“Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita, que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros e brasileiras”, afirmou no discurso.
Em atualização
