Convidado do programa Cadeira Cativa deste domingo (27/9), João Bosco, o Buião, nasceu em 1946, em Vespasiano, e ganhou o apelido ainda na juventude devido a um erro da imprensa. “Na escola, me chamavam de Bujão. Teve um jogo da categoria infanto-juvenil e um cara escreveu no jornal ‘Buião’. Todo mundo passou a me chamar assim e virou uma marca”.
No início da década de 1960, Buião atuava pelo Independente ao lado dos dois irmãos. A equipe chegou a ser treinada pelo pai de Éder Aleixo. Após se destacar em um torneio em Itabira, sob o comando de Afonso Bandejão, o atacante foi levado, aos 18 anos, para fazer um teste no Estádio Antônio Carlos, o antigo “Campo do Galo”.
“Joguei contra o Paraense nas preliminares, marquei gol e joguei bem. No outro dia, eles nem deixaram eu ir embora para casa. Falaram: ‘Amanhã nós vamos trazer seu pai aqui para você assinar o contrato’”. Após a rápida aprovação, Buião ingressou no elenco profissional sem passar pelas categorias de base.
Passagem pelo Atlético
Pelo Galo, atuou entre 1964 e 1968, com 25 gols em 155 partidas. Atacante veloz, driblador e eficiente nas assistências, firmou-se como um dos principais nomes de sua geração e protagonizou uma das maiores transferências do futebol brasileiro na época, ao ser negociado com o Corinthians. Também defendeu Flamengo, Grêmio, Athletico-PR e Colorado.
Além do talento em campo, Buião também teve participação importante nos bastidores do Galo. Durante a gestão do presidente Elias Kalil, quando o Atlético começou a transferir suas atividades para Vespasiano, o ex-jogador ajudou na infraestrutura e no transporte dos atletas das categorias de base.
“Quem arrumava os ônibus para levar os meninos para treinar e estudar era eu. Cedia o ônibus. Tinha um amigo, o secretário de obras, que emprestava as máquinas da prefeitura para cortar a grama”, relembra. Buião também foi responsável por encomendar o escudo do clube que até hoje decora a área atrás de um dos gols da Cidade do Galo.
Despedida dos gramados
A última partida oficial de Buião ocorreu em 1983, no Mineirão. Ele defendia o Colorado-PR em uma partida do Campeonato Brasileiro justamente contra o Atlético. Na ocasião, foi homenageado pelos dois clubes e recebeu uma placa por sua passagem pelo Galo das mãos de Éder Aleixo.
Hoje, Buião segue frequentando os jogos do Galo e destaca o reconhecimento da torcida. “Depois de mais de 50 anos que joguei no Atlético, vou ao jogo, fico ali perto da estátua do Galo e as pessoas me reconhecem, pedem para tirar retrato. Sou muito grato, é um carinho do torcedor que não tem preço”.
Acompanhe AO VIVO:
Confira a entrevista completa com Buião no Cadeira Cativa. O programa vai ao ar neste domingo (27/9), com Paulo Leite, às 14h, na 98 FM e no YouTube 98 Live.