O setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30/9) pelo Banco Central (BC). O resultado mostra melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo atingiu R$ 17,3 bilhões.
O resultado do Governo Central puxou o indicador para baixo com déficit de R$ 14,7 bilhões no mês. Por outro lado, os governos regionais e as empresas estatais registraram superávits de R$ 2,7 bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente.
No acumulado de 12 meses finalizado em agosto, o setor público acumulou déficit primário de R$ 82,1 bilhões. O valor equivale a 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB) e representa um recuo de 0,06 ponto percentual frente ao primeiro semestre.
Custo dos juros e déficit nominal
As despesas com juros nominais somaram R$ 105,9 bilhões em agosto, registrando alta frente aos R$ 74,3 bilhões de agosto de 2025. De acordo com o BC, a piora ocorreu pelo resultado das operações de swap cambial, que passaram de ganho de R$ 19,9 bilhões para perda de R$ 9,3 bilhões. Além disso, o dólar pressionou a conta financeira do governo.
Com os juros alcançando R$ 1,182 trilhão em 12 meses, o resultado nominal das contas públicas fechou agosto deficitário em R$ 115,9 bilhões. No período acumulado em um ano, o déficit nominal chegou a R$ 1,264 trilhão, o que equivale a 9,48% do PIB.
Trajetória do endividamento público
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) avançou para R$ 9,2 trilhões em agosto, chegando a 69,3% do PIB. A alta de 0,1 ponto percentual no mês reflete o impacto dos juros nominais e do déficit primário sobre as contas públicas.
Por fim, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu R$ 11,1 trilhões, correspondentes a 82,9% do PIB. O avanço de 0,3 ponto percentual sobre julho ocorreu devido à incorporação de juros e às variações no câmbio.
