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‘Não faz nenhum sentido’, diz Simões sobre fim repentino das bets; Governo de MG anuncia patrocínio aos clubes mineiros

Por

Kellen Lanna

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(Foto: Rede 98).

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, criticou nesta terça-feira (29/9) a forma como foi determinada a proibição das casas de apostas no Brasil, apesar de defender restrições ao setor. A declaração ocorreu durante o anúncio de R$ 32 milhões em patrocínios da Cemig e da Codemge para América, Atlético e Cruzeiro, como alternativa diante da perda de receitas dos clubes com as bets.

“Para você encerrar a atividade da forma como foi encerrada, causando o transtorno que está causando no futebol, não nos parece fazer nenhum sentido”, afirmou Simões.

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O termo de intenção entre o Governo de Minas e os três clubes foi assinado nesta terça. Do total anunciado, Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América terá R$ 2 milhões. Os contratos terão duração de um ano e, segundo o governador, deverão ser formalizados individualmente ao longo desta semana.

Apesar das críticas à maneira como ocorreu o encerramento das atividades, Simões afirmou que o Governo de Minas mantém posição contrária à forma como as apostas vinham sendo promovidas no país. Minas já havia adotado medidas para restringir a publicidade de bets em espaços e eventos públicos estaduais.

“O Governo do Estado continua sendo contrário à promoção das bets da forma como ela vinha acontecendo. Nos parece um equívoco que a gente permita que a nossa população se vicie numa atividade absolutamente grave para as famílias que já estão endividadas”, declarou.

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O governador, no entanto, argumentou que os clubes deveriam ter recebido um período para adaptação à perda das receitas provenientes das empresas do setor.

Patrocínio de R$ 32 milhões

Segundo o Governo de Minas, dois parâmetros foram considerados para definir o investimento de R$ 32 milhões. O primeiro foi o valor dos contratos mantidos anteriormente pelos clubes com as casas de apostas. O aporte das estatais corresponde a aproximadamente um terço desses montantes.

A outra referência foi o modelo adotado no Rio Grande do Sul, onde o Banrisul mantém contratos de patrocínio com Grêmio e Internacional.

Como os valores oferecidos por Cemig e Codemge são inferiores aos pagos pelas bets, as marcas das estatais não necessariamente ocuparão o espaço de patrocinador master. A localização nos uniformes será definida nos contratos com cada clube, com possibilidade de exposição em áreas como mangas e ombros.

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Ainda não está definido quem ocupará o espaço principal das camisas após a saída das empresas de apostas.

‘Futebol de Minas é muito maior do que as bets’

Ao justificar a participação das empresas estaduais, Simões também destacou o impacto econômico do futebol para Minas Gerais e os empregos ligados aos clubes.

“A gente acredita que o futebol de Minas é muito maior do que as bets. Futebol não é só uma paixão nacional, ele é uma atividade econômica importante para todo um contexto do entorno dele, que vai desde o funcionamento dos comércios no entorno de cada jogo até as equipes contratadas”, disse.

Segundo o governador, os três clubes mantêm, juntos, milhares de postos de trabalho que dependem das receitas movimentadas pelo futebol.

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“Atrás de mim aqui estão mais de 2.500 famílias de empregados dos três clubes que precisam desse fluxo financeiro”, completou.

Com o acordo, Cemig e Codemge passam a integrar as fontes de patrocínio de América, Atlético e Cruzeiro pelo período de um ano. A eventual continuidade dos contratos depois desse prazo dependerá de novas negociações.

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Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

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