A cirurgia para a retirada de um nódulo no pulmão do Papa Leão XIV está confirmada para esta terça-feira (13). O procedimento cirúrgico foi agendado após a identificação da lesão durante exames de rotina recentes.
A informação foi confirmada oficialmente pelo Vaticano nesta segunda-feira. De acordo com a Santa Sé, o pontífice dará entrada no hospital amanhã para ser submetido à remoção da massa pulmonar.
O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, informou que o procedimento será realizado no tradicional Hospital Gemelli, em Roma, e que a previsão de recuperação após a cirurgia é de cerca de uma semana. No entanto, o porta-voz não deu detalhes sobre os exames que identificaram a alteração.
Mesmo com a proximidade da operação, o líder religioso manteve a sua agenda de compromissos normalmente na Cidade do Vaticano. Contudo, a equipe médica e a Santa Sé ainda avaliam o impacto da cirurgia na viagem de duas semanas programada para o início de novembro à América Latina, onde o pontífice deve visitar Uruguai, Argentina e Peru — país em que viveu por mais de 20 anos.
Um nódulo pulmonar consiste em uma massa densa que, na maioria dos casos assintomáticos, costuma apresentar natureza benigna.
Diagnóstico e pronunciamento aos fiéis
O Papa Leão XIV revelou o diagnóstico diretamente aos fiéis no último domingo, durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro. Ele explicou, então, que a lesão foi detectada em fase inicial e que o quadro geral permanece bem controlado.
“Os médicos consideram a cirurgia adequada. Seguindo a orientação deles, decidi, portanto, submeter-me a uma operação para removê-lo”, declarou o pontífice na ocasião. Ele também pediu, portanto, a proximidade espiritual da comunidade católica e agradeceu o apoio recebido.
Perfil do pontífice
Aos 71 anos, o Papa Leão XIV não apresenta outros problemas de saúde conhecidos e mantém uma rotina regular de exercícios físicos. Segundo o Vaticano, o religioso costuma praticar natação e jogar tênis durante a semana.
De origem norte-americana, o bispo Robert Prevost assumiu o comando da Igreja Católica em maio de 2025. Ele sucedeu o papa Francisco, que faleceu em abril do ano passado após enfrentar complicações de saúde.
