A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizou, na terça-feira (13/10), as revendas de combustíveis localizadas no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para verificar possíveis irregularidades no fornecimento de combustíveis de aviação.
A agência coletou amostras para análise laboratorial da qualidade dos produtos após dois acidentes aéreos registrados em Minas Gerais na sexta-feira (9/10). As duas aeronaves envolvidas nos acidentes haviam decolado do Aeroporto da Pampulha.
A fiscalização teve como objetivo verificar eventuais irregularidades relacionadas ao fornecimento de combustíveis de aviação. Até o momento, não há confirmação de que os acidentes tenham relação com a qualidade dos produtos ou com possíveis problemas no abastecimento.
Em nota enviada à Rede 98, a administração do Aeroporto da Pampulha informou que está colaborando com as autoridades competentes e prestando o apoio necessário às investigações.
A administração também ressaltou que não executa diretamente os serviços de abastecimento. Segundo o aeroporto, o fornecimento de combustíveis é realizado por empresas especializadas, responsáveis pela qualidade dos produtos comercializados e pelo cumprimento das normas aplicáveis.
A fiscalização da ANP busca verificar a qualidade dos combustíveis comercializados no Aeroporto da Pampulha. Ainda não há confirmação de que eventuais irregularidades no combustível tenham contribuído para os acidentes.
Acidentes provocaram quatro mortes
Um dos acidentes aconteceu no final da manhã de sexta-feira (9/10), quando um avião monomotor caiu no pátio de manutenção do metrô, atrás da Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte. Antes de atingir a linha férrea, a aeronave colidiu contra a estrutura de um galpão e a fiação elétrica do local.
Testemunhas relataram ter visto o avião voando baixo e ouvido estouros antes da queda, seguida por um rastro de fumaça. O piloto, único ocupante da aeronave, morreu no local.
O avião era um Embraer EMB 711 ST, conhecido como Corisco, fabricado em 1988. A aeronave pertencia à empresa Bello Fruit Importação e Exportação, da Bahia. O certificado de aeronavegabilidade estava válido até outubro de 2027.
Na tarde do mesmo dia, outro avião caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no interior de Minas Gerais. A aeronave, um Beechcraft King Air B300, era utilizada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Após o acidente, o tenente-coronel Flávio Santiago informou que os policiais militares que estavam a bordo morreram no acidente.
