A Meta reconheceu uma falha na inteligência artificial do WhatsApp que permitiu gerar imagens de campanha de Flávio Bolsonaro, mas barrou pedidos semelhantes para Lula. A empresa afirmou nesta sexta-feira (16/10) que o problema estava em uma brecha técnica, sem relação com preferência política.
Segundo a Meta, o bloqueio funcionava quando os pedidos citavam diretamente nomes como “Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “Bolsonaro” e “Flávio Bolsonaro”. A falha aparecia quando o primeiro nome era combinado com o número eleitoral. Assim, comandos com “Flávio 22” podiam gerar cartazes, enquanto usuários relataram recusas para “Lula 13”.
A empresa afirmou que a brecha foi corrigida em 14 de outubro. Segundo a justificativa, bloquear nomes comuns isoladamente impediria também a criação de imagens sem relação com eleições.
O episódio provocou críticas nas redes sociais, depois que usuários passaram a testar a ferramenta e divulgar resultados diferentes para os dois candidatos.
Campanha de Lula aciona o TSE
O PT levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusando a empresa de “seletividade” e “interferência eleitoral”. A campanha pede a suspensão da ferramenta para conteúdos eleitorais e multa diária de 500 mil reais em caso de descumprimento.
A Meta nega viés político, enquanto a denúncia da campanha de Lula questiona a atuação da inteligência artificial durante o período eleitoral.
