O deputado federal eleito Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do governador também eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, criticou apoiadores da direita que defendem e promovem boicotes a eleitores do PT após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Em vídeo publicado nas redes sociais, Gleidson pediu que divergências políticas não sejam utilizadas como justificativa para interromper doações de alimentos ou prejudicar estabelecimentos comerciais.
“Não pague o mal com o mal. Não confunda fazer justiça com vingança. Eu tô falando isso para você que é de direita e bate no peito e fala que é cristão”, afirmou.
Segundo o deputado, publicações nas redes sociais têm incentivado a suspensão de doações de cestas básicas a pessoas que votaram no PT. Ele também relatou a circulação de uma lista de empresários de Divinópolis que teriam apoiado o partido, acompanhada de pedidos de boicote aos estabelecimentos. Gleidson comparou a situação ao que ocorreu após as eleições de 2022 e pediu que os apoiadores da direita não repitam esse comportamento.
“A gente não pode errar mais. As eleições acabaram. Eu sei que vocês estão com raiva, assim como eu. Eu queria ter ganhado, mas a gente precisa ter humildade e o respeito de entender que eles venceram”, declarou. O prefeito também defendeu o respeito às diferenças políticas e incentivou a continuidade das ações de solidariedade, independentemente da preferência eleitoral dos beneficiados.
Apesar do apelo contra os boicotes, Gleidson manteve as críticas ao governo federal. Ele acusou a gestão Lula de perseguir adversários políticos e afirmou que pretende atuar em Brasília contra o que considera injustiças praticadas pelo PT. “Nós da direita que prega ser cristão, a gente tem que levar o amor”, concluiu.
Polícia Civil orienta vítimas a registrar ocorrência
Além de Divinópolis, a Rede 98 recebeu denúncias de que o mesmo ocorre em Nova Serrana (MG). Procurada sobre o caso, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que manifestações que ultrapassem os limites da liberdade de expressão podem ser investigadas, caso configurem crimes como ameaça, perseguição, constrangimento ilegal ou crimes contra a honra. A corporação ressaltou que a caracterização de uma possível infração penal depende das circunstâncias de cada situação.
A Polícia Civil orientou que pessoas que se sintam vítimas dessas práticas procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência. A recomendação é apresentar provas, como mensagens, publicações em redes sociais e outros registros que possam contribuir para a investigação.