PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cruzeiro defende regulamentação das bets no STF e cita desemprego e mercado ilegal

Siga no

Representante do Cruzeiro alerta o STF para desemprego, mercado ilegal e perda de receitas com o fim das bets no Brasil. (Foto: Reprodução/TV Justiça)

Compartilhar matéria

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (3) uma audiência pública para analisar os impactos da medida provisória que determinou a proibição das apostas de cota fixa, conhecidas como bets, em todo o território nacional. A discussão foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, e contou com a manifestação do advogado José Francisco Cimino Manssur, representante do Cruzeiro no STF.

“O Cruzeiro foi sobejamente afetado pelos efeitos da medida provisória 1394. O Ministério da Fazenda constituiu uma brava equipe da Secretaria de Prêmios e Apostas, que estranha não foi ouvida numa reunião realizada no Palácio do Planalto quando se discutiu os termos da medida provisória. Mesma coisa que discutir reflorestamento sem chamar o Ibama, discutir política de vacina sem chamar Anvisa ou a Fiocruz”, disse José Manssur.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mercado ilegal de apostas

A defesa das entidades esportivas argumenta que o banimento irrestrito das plataformas não extingue a atividade no país, mas empurra os apostadores para ambientes clandestinos sem qualquer fiscalização. Segundo o representante do Cruzeiro, o caminho mais eficaz para combater o superendividamento e a ludopatia reside na construção de regras rígidas de controle estatal em vez do bloqueio total.

“Os órgãos de controle, o Ministério da Segurança Pública e da Justiça da China, já verificaram em diversos estudos que o mercado ilegal contribui sobejamente com o crime organizado. Eu acredito piamente que a saída e a solução para os graves problemas causados de vício em jogo e o grave problema causado de superendividamento está em regulamentar e fiscalizar e não em proibir”, disse Manssur.

Impacto financeiro no futebol

A interrupção dos contratos de patrocínio com as empresas de apostas afeta diretamente a saúde financeira e a manutenção das operações dos clubes de futebol no Brasil. No caso da equipe mineira, os aportes oriundos do setor garantem a sustentabilidade de setores estratégicos e o custeio de diversas modalidades da instituição.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“O contrato de patrocínio feito com a maior empresa de apostas do mundo era responsável por algo como quatro ou cinco folhas de pagamento dos atletas e funcionários. O Cruzeiro no último domingo se sagrou campeão da Libertadores da América feminina. Faz um trabalho de fomento do futebol feminino que é algo muito importante e que necessita prioritariamente das receitas advindas das apostas do patrocínio das empresas de aposta”, disse o advogado.

Impactos da medida provisória

A paralisação abrupta do mercado formal traz desdobramentos diretos na economia, no mercado de trabalho e na integridade das competições esportivas. Além disso, a norma vigente interrompeu o envio de verbas obrigatórias para a saúde pública e permitiu a retenção de valores bilionários já pagos pelas empresas ao Tesouro Nacional.

“Quais são as consequências práticas da medida provisória até aqui? Um crescimento de milhares e milhares de sites legais, a perda de quase 7.000 empregos, estimando-se que 15.000 pessoas perderão o seu emprego. Uma explosão dos casos de manipulação de resultado diante da nossa impossibilidade de controle. A medida provisória não cuidou de assegurar o repasse para o SUS, para que cuidasse das pessoas com ludopatia A MP diz que o governo se dá o direito de se apropriar do valor da outorga que as empresas pagaram, valor de 30 milhões de reais para explorarem a atividade por 5 anos”, disse José Francisco.

Comparação com clubes da América do Sul

A aplicação da medida no território brasileiro cria um cenário de assimetria comercial e esportiva no continente. Enquanto os clubes nacionais perdem suas principais fontes de patrocínio master, equipes de outros países sul-americanos continuam exibindo as marcas de empresas de apostas em jogos disputados no Brasil.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“No último dia 20, o Boca Juniors veio ao Brasil para enfrentar o Vasco, e ostentou, dentro do Maracanã, a marca de uma empresa de aposta. O que significa que a medida provisória ainda vai gerar um enorme desequilíbrio entre o futebol brasileiro e as equipes sul-americanas”, disse o representante do Cruzeiro.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Cruzeiro

Lula vai a São Paulo para exames de rotina após tratamentos médicos

Novo anuncia que não apoiará reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara

Cruzeiro x Barcelona: Fifa inicia venda de ingressos para semifinal da Copa das Campeãs

Presidente da AMM cobra compensação aos municípios por redução do IPVA em Minas

Presidente da AMM acusa Mateus Simões de tentar dificultar governo Cleitinho

Indefinição de Álvaro Damião sobre presidência da Câmara gera insatisfação entre vereadores

Últimas notícias

Ruan Tressoldi se recupera de lesão e fica à disposição do Atlético na reta final da temporada

Em retorno do Aerosmith, Steven Tyler nega fim e analisa o futuro da banda

Rafael Câmara estreará antes do esperado pela Haas; brasileiro irá disputar GPs de São Paulo e Las Vegas

Midterms 2026 podem aliviar tarifaço de Trump contra o Brasil

Da precificação ao cardápio: Prepara Gastronomia fortalece botecos de BH

Governo Lula rejeita incluir redução da maioridade penal na PEC da Segurança

PEC da Segurança tem dia decisivo no Senado; entenda o que muda

STF decide que ISS não integra a base de cálculo do PIS e da Cofins

Sem citar Kassio, Gilmar Mendes critica condução no TSE nas eleições