A agenda do presidente. Mas, apesar de ainda não haver uma marcação oficial, a previsão é de que os dois se encontrem na segunda quinzena deste mês. O tema principal deve ser a dívida de Minas Gerais com a União. Com a situação das contas do Estado pior do que imaginavam encontrar, integrantes da equipe do governador dizem contar com a sensibilidade do presidente para, quem sabe, suspender os pagamentos e alterar as regras do Propag, programa de pagamento da dívida.
Apesar das tentativas dos petistas mineiros de intermediar o encontro, a linha de comunicação entre o governador eleito e Lula é direta, e a abertura para o diálogo já aconteceu. Começou ainda na pré-campanha. Logo após o primeiro turno, quando Cleitinho se elegeu com 55,4% dos votos, os dois voltaram a conversar. Lula ligou para o mineiro em pelo menos duas ocasiões, enquanto ainda tentava vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno. Após a reeleição, os dois voltaram a se falar.
Do lado de Cleitinho, aliados dizem que o lema é tentar o diálogo. Mas não descartam a possibilidade de recorrer ao Supremo, embora apenas em último caso, por exemplo, se o rombo fiscal ameaçar o pagamento de salários e outros compromissos do Estado.
Interlocutores de Lula, por sua vez, garantem que há disposição para ajudar Minas Gerais, mas ressaltam que medidas com impacto real nas contas estaduais vão depender de uma análise do Ministério da Fazenda. Isso porque o Propag não teria efeitos apenas sobre Minas, mas também sobre todos os Estados que aderiram ao programa. Além disso, alertam que a camaradagem entre Lula e Cleitinho não será suficiente para destravar as pautas de interesse mineiro. Será necessário, sim, muito esforço e a atuação de outros agentes
